terça-feira, 30 de setembro de 2008

Primavera?

Vê se muito por aí, desde que institui-se as 4 estações (e até antes delas serem nomeadas) que a primavera é quando o mundo começa a acordar. As flores delicadamente começam a brotar, os animais vão nascendo, saindo das suas tocas, o verde volta a tomar conta das árvores, a vida surge forte em todos os cantos. E claro, o início da vida é o amor, são os romances, os casais se formando para dar continuidade às suas espécies.

Na vida moderna o "sair da toca" e encurtar as roupas, bermudas e camisetas para os caras, saias, blusinhas e sandálias para as meninas. O ânimo retoma, a vontade de sair viver a vida, ver o mundo aumenta. As possibilidades de diverção também. Pode-se ir passear num parque e não só ficar embaixo das cobertas. Têm-se o mundo nas mãos, um mundo de possibilidades, de coisas novas.

Sou contra essa coisa de ano-novo no dia 01/01. Eu acho que deveria ser ou no dia do aniversário de cada um (sim, começa um novo ano individual!) ou então no dia 23/09, no ínicio da primavera, no início da vida! Mas eu não mando nada, né?

Aí fico pensando como as coisas estão erradas. Quase outubro e faz 10ºC aqui em Curitiba. Todo mundo ainda com suas roupas escuras, sem graça, todos ainda com as caras fechadas com o típico mau-humor que abraça as pessoas nesses dias cinzas, gélidos.

Mas isso não me impede de sonhar. Gosto da primavera, meu lado romântico sonha com flores, beijos, paixonites... Aahh as oportunidades... Tomara que a vida floresca para todos!! =)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Os EUA e meu rico dinheirinho


No fim do ano passado meu pai venceu uma luta de 3 anos contra a minha pessoa. Eu me recusava a aplicar uma porcentagem das minhas pequenas economias na Bolsa de Valores e ele insistia que eu tinha que diversificar, que era uma ótima opção para longo prazo, essa balela toda.

Pois bem, pensei e repensei e cheguei a conclusão que tudo bem, uns míseros contos de réis aplicados na Petrobrás e na Vale para ter retorno em 10 anos (esse é o meu longo prazo, quase eterno prazo) não me fariam mal. Desde que o ano virou eu mais perdi do que ganhei. E agora pra culminar vem essa crise nos EUA!! Daqui a pouco vou estar devendo pra Vale e pra Petrobrás.... Além disso, o dólar subindo feito louco vai deixar meu novo notebook caro de mais (só reza brava pra taxa de câmbio baixar no dia do fechamento da fatura) e o pior de tudo, meu salário ano que vem não vai valer nada...

Lembro quando eu era pequena e minha familia tinha uns amigos americanos e eu achava o máximo que eles "ganhavam em dólar" (assim como eu achava um máximo crianças alemãs (da Alemanha mesmo, não descendentes, ou de qualquer país com língua estranha) que falam alemão haha). Era uma moeda super forte! Aí veio o Real que fez o dolar não valer mais taaaanto assim, não ser mais tãããooo legal assim, principalmente depois de Janeiro de 99 que o preço dele pulou pras alturas.

Nesse meio tempo, nesses 10 anos, surgiu o Euro que vai desbancando cada vez mais a pobre da verdinha... E nesses últimos 10 dias eu vou precisando mais e mais que a pobre da verdinha saia da UTI, se recupere... Sim, estou indo embora, logo, mas não tão logo. E só se o dólar se recuperar poderei receber visitas... E só se eles não quebrarem, só se os preços das coisas e das passagem não forem às alturas é que poderei voltar aqui visitar o pessoal... Aff, triste, medo! Vou me meter no olho do furacão!! Ainda bem que quebrados ou não todo mundo precisa de comida, né?!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Da inconstância do tempo


Só uma observação. Voltei do almoço, trabalhei um monteeee, escrevi o post aí de baixo, trabalhaei mais um monteeeee daí olhei no relógio e já eram 14:55!! Fiquei feliz com o tempo passando rápido.

Tomei um café, resolvi mais uns 2 pepinos, respondi uns emails, li 2 textos em 2 blogs, olho no relógio e são 15:34!! Por que passou tão rápido antes e tão devagar agora??

Pensando nisso lembrei que estamos quase no fim do ano... Tenho que começar minhas compras de natal... Hahaha

Tá, tá, vou voltar a trabalhar agora... Mas um dia entendo a dinâmica do tempo, por que ele engana tanto... Certeza que tem um duende que fica zoando com os relógios das pessoas, ninguém me engana!!

Blindness

Dia desses, essa semana (minha precária memória não me permite lembrar o dia certo...) fiu ver "Ensaio sobre a Cegueira" (ou Blindness para os americanizados).

(pra quem não sabe, é o filme do livro "Ensaio sobre a Cegueira" do Saramago, excelente escritor Português e um excelente livro! A história e a maneira de escrever me cativaram... Excelente!!!!)

Menos frustante do que eu havia imaginado mas ainda não chega aos pés do livro. Conta a história, mas tira toda a profundidade, todo o "peso" do livro. Tem uma cena que lendo eu quase vomitei (pois é, são poucos, mas alguns livros me fazem viver realmente a cena e sentir as coisas) e que fiquei mais "argh" de antecipação, quando a fatídica cena acontece no filme não é tão grave, nem tão "séria".

O filme, amenizado, tirou todo o questionamento que fica depois. Quando eu li o livro passei dias discutindo com amigos que tinham lido também sobre a natureza humana, o resultado, os porquês. Saí do filme pensando se ia tomar um café ou comer no mc...

Aí eu me questiono, é realmente melhor ler o livro antes de ver os filmes como eu pensava? Ou vale mais a pena curtir o filme e ler os livros depois? Claro, minha cultura e meu lado "tradicionalista" diz que o simples fato de eu cogitar isso já é absurdamente ridículo! Mas o meu lado mais pragmático me  diz que filme é para divertir, para nos tirar da realidade um pouco, trazer coisas diferentes. E todas as vezes que vou ver um filme baseado num livro que eu li sinto que estou rasgando $$ e perdendo tempo. Agora, se eu visse o filme antes, me divertiria, acharia bom. Mas daí o livro perderia a graça, certo? A imaginação, os detalhes, não seriam da minha cabeça, e sim do diretor do filme!

Ah, não gostei disso, quero as minhas idéias! Acho que vou é abolir os filmes baseados em livros que eu gostei! Harry Potter em carne e osso nunca mais!!! Hahaha =P

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Insultos

Antes de começar o texto quero deixar claro que eu leio de tudo. Toda manhã abro no mínimo 2 páginas de jornais/notícias. E em uma delas eu dou uma fuçada nas fofocas (ninguém é de ferro).

Mas últimamente tenho me irritado de mais com o insulto à inteligencia da humanidade.

Hoje por exemplo tinha uma reportagem chamada da capa dizendo: "Karina Bacchi janta com novo namorado no Rio". Ah, vá! Não diga que pessoas que namoram jantam?? Vá dizer que teve alguém que foi jantar com amigos também??? Aahhh não pode... Que absurdo!! Hahaha

Fala sério, né, gente, não preciso saber disso. Que diferença vai fazer na minha vida?? Gosto de ver as fotos, ver as roupas, as novas modas e as histórias engraçadas. Mas não preciso saber detalhes do dia a dia das pessoas. É tão monótono e rotineiro quanto o de qualquer pessoa. Mas a maneira como é divulgado faz as pessoas não famosas sonharem com um mundo de glamour e tal que não é tão legal e tão "uhuul" e diferente assim. Tem tpms, jantares simples com amigos, compras de mercado, idas ao banheiro!!! E não precisa mostrar tudo isso.

Alguém pode me dar fofocas melhores?? Hahaha

PS, nada a ver com o assunto.: Fico muito feliz com alguns comentários que tenho recebido aqui!! Não divulgo o blog, tenho meus "favoritos" ali do lado que eu leio sempreee, e fico muito feliz mesmo vendo pessoas chegando aqui sem eu ter feito propaganda!! Haha =) Normalmente eu posto por email, por que o acesso é bloqueado aqui... Bem como os comentários são bloqueados, por isso não respondo os recadinhos nem comento nos blogs de vocês... Só consigo ler os blogs (pelo menos!!)... Anyway, obrigada!! =) hehe

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Nota de falecimento

Feriadinho repleto de decisões muito, extremamente difíceis.

Quem sou eu para decidir se alguém vive ou morre? Quem sou eu para "brincar de Deus"? Peso na consciência... Racionalmente eu saiba que era o melhor, que ele morreria de qualquer maneira durante a noite ou nos próximos poucos dias de dor ou desidratação. Mas não ameniza a minha dor saber disso.

15 anos atrás, lembro muito bem de irmos no Honjo num domingo de manhã onde tinha uma feira semanal de animaizinhos para venda e/ou doação. Lembro de rodar a quadra toda (o que para mim, uma pequena criança de 10 aninhos, parecia o paraíso e enooorme) e bater de cara com ele. Amei já de cara. Mas olhamos todos os outros vendo se era realmente esse. Não adiantou, voltamos, peguei no colo aquela coisinha pretinha com a barriguinha branquinha e um pinguinho de tinta branca escorrida no pescoço. Levamos para casa.

Quando ele cresceu era uma figurinha, "atacava" (cheirando incovenientemente) as moças que estavam "naqueles dias", sentava com as patinhas cruzadas (bem meigo), caçava ratos e passarinhos e na hora do almoço batia o focinho na coxa das pessoas sentadas à mesa pedindo comida. Aos poucos fomos descobrindo outras habilidades como compania em dias tristes (sim, quantas vezes na minha adolescência chorosa ele não se sentou ao meu lado e tentou lamber minhas lágrimas), limpar o chão da comida que caia, latir pro vento que passava na rua, correr em circulos disparados no quintal. Sua carinha triste com as orelhas caídas faziam todos que nos visitavam pelo menos passarem a mão na cabeça dele. Não gostava que o pegassem no colo (até hoje digo que é culpa do meu pai e do meu irmão que ficavam jogando ele quando ele era pequeno), só eu e minha mãe que conseguíamos realmente apertá-lo e esmagá-lo. Adorava cantar ao som da gaita do meu irmão (tudo bem que era um dos momentos mais irritantes da sua presença em casa, aquela gaita aguda irritante e seu uivado (?) super alto e também extremamente agudo). Ficava bravo, latindo e rosnando quando meu pai passava a unha na porta. Ficava desesperado com bombas e fogos de artifício (uma vez atravessou a cidade, tá, nem tanto, 5 km só, numa noite de ano novo, fugindo de onde tínhamos deixado ele pra ele não se sentir sozinho. Coitada da minha tia, deve ter ficado desesperada com o sumisso dele!) e era muito esperto para andar na rua, sem olhar para os lados, só pelo som sabia se podia ou não atravessar a rua. Era extremamente obediente quando queria e quando já tinha terminado sua voltinha pela quadra.

Depois ele foi ficando velhinho, passava o dia dormindo. Foi perdendo a visão e nos proporcionando cenas engraçadíssimas (como ele atacando a sombra no armário achando que era comida), tombos, olhares perdidos, indecisões. Esqueceu que não podia subir nos quartos em casa e várias vezes aparecia por lá nos visitar. Até que ele começou a cair e escorregar na escada e passar medos ao atravessar a rua. Parou de subir, parou de dar suas voltinhas. Quando ele começou a perder a força nas patinhas trazeiras devido à um "pinçamento" na coluna fomos nos preparando. Já tomava remedinhos faz mais de 1 ano. Toda vez que algum de nós viajava pensava que ia voltar não iria encontrá-lo. Cada vez mais cego, mais surdo, mais sem olfato e eu juro que ele tinha alguma doença que fazia ele esquecer das coisas! Ele andava todo decidido em uma direção, parava, olhava pros lados pensando depois caminhava pra outro lado devagar, olhando pro além. Com certeza ele esquecia onde estava indo, o que estava indo fazer.

Embora ele não fosse mais parte tão presente da familia já que praticametne só dormia e não nos reconhecia direito, ainda era muito amado. Meu pai e meu irmão continuavam provocando ele todos os dias, fazendo ele ficar nervoso, latir, rosnar, atacar. Eu continuava chegando em casa tarde e antes de subir, por mais cansada que estivesse ia ver se ele tava bem e fazia um pouco de carinho. Nos últimos meses ele nem abria o olho quando eu acendia a luz e colocava a mão na cabeçinha dele. Minha mãe continuava brincando com ele, cuidando dele, fazendo carinho.

Nunca me deu tristezas. Foram 15 anos felizes. Não consigo imaginar uma vida sem um cachorrinho. Mesmo que por um tempo você não dê tanta atenção assim para ele. Muitos sorrisos foram liberados do meu rosto olhando pra ele.

Sábado, 06/09, ele caiu com a pata trazeira dentro destes vãos de bueiro de rua. Não enchergou e não sentiu o cheiro do bueiro. Isso prejudicou ainda mais a coluna dele. Passei a noite indo olhar o estado dele de hora em hora. De hora em hora ele piorava. No dia seguinte levei no veterinário 24hrs onde veio a primeira decisão. Ninguém lá de casa queria gastar com o cachorro. Eu decidi que dinheiro não é nada, ele não podia morrer sofrendo desse jeito e internei. No dia seguinte fomos buscá-lo, segunda-feira, feriado em Curitiba. Ele não conseguia ficar em pé direito, chorava muito de dor, nos olhava com um olhar dolorido, de sofrimento, coisa que nunca vi no olho dele. Surgiu também um calombo gigante na barriga dele, de um dos lados. Levamos na Priscila, a veterinária sanguinária (coitada, fazendo o trabalho dela, prezando a qualidade de vida dos bichinhos). Todos lá de casa sabiam que assim que ele começasse a sofrer de mais deveria sofrer eutanásia. Minha mãe disse ok mas ficou em casa. Meu pai estava sem acesso ao celular. Meu irmão e minha cunhada foram junto comigo, mas na hora senti que a pressão estava em mim, que eu deveria dar o ok. Demorei bastante, pesando tudo. A veterinária falou que se fosse dela ela sacrificaria pois não tinha mais qualidade de vida, se arrastaria e sofreria muito. Foi o que me fez tomar a decisão. Chorei muito, muito mesmo. Uma partezinha de mim, da minha vida, da minha história, um companheiro que se vai para sempre. Queria ter ido embora, mas tinha que levar meu irmão depois e os dois quiseram assistir. O pior foi carregar o corpinho no saco preto no porta malas. E ver a cara de feliz do meu primo com a pá na mão para cavar a cova.

Agora ele está no cemitério dos cachorros da familia, junto com outras duas cadelinhas.

Tenho certeza que o Pingo Escorrido S. M. está no céu dos cachorros, correndo pelos campos, comendo ossinhos gostosos, fazendo amiguinhos.

E no meu coração um buraquinho, um vaziozinho.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Lê, o retorno.

A volta. A rotina. A tristeza.

Verdadeiramente: "Where is my mind???"

Cada atitude que eu tenho que fazia parte da rotina "before vacation" é um pedaço da minha mente voltando e uma pontada no meu coração. É um prédio de Praga sendo esquecido e um louco de Amsterdam saindo correndo. É uma praia grega perdendo seu azul, o coração de Berlim se fechando novamente. É o acordar de um sonho.

E acordar deste sonho é muito pior do que acordar numa segunda-feira normal. Um sonho intenso e uma marca profunda, dói para ser removida.

Junto, novas notícias já mudando tudo, prometendo vida nova. Mas estou mesmo preparada? Calma, para tudo!! Para o mundo, deixa eu descer! Deixa eu acordar direito antes de me trazer tantas realidades e mudanças.

Mas não, o mundo não para para você pensar, entender, sentir, acordar. Ele continua, sempre, te empurrando, te puxando, não te fazendo perder a vida.

Embora tudo tenha sido extraordinário, incrível, bizarro, ruim e bom ao mesmo tempo, não é só um sonho, marcou e nunca será esquecido. Sentimentos afloram, consciências acordam. Viajar é isso, viajar é se conhecer, é conhecer o mundo, é conhecer outras pessoas, outras culturas. É alimento, para que o resto do ano passe bem. O grande problema são as primeiras semanas. Até que o corpo e a mente se adaptem, façam a digestão e realmente transformem isso tudo em alimento.

Enquanto isso fica parecendo aqueles almoços de domingo em que você come como se fosse sua última refeição e passa o resto da tarde deitado, esperando o monstro parar de brigar com o seu estômago, sem energia e ânimo para se arrastar. Mas passa, de noite ou no dia seguinte você já está com fome de novo. E a energia fica para te fazer levantar e procurar mais comida.

Por mais batido que seja, sim, a alma e a mente precisam de alimento, e muito alimento, para que não morram e atrofiem. A minha é insaciável!! =)

Mas eu volto. Um dia a mente volta. Até uma nova oportunidade (em duas semanas nesse caso haha) de se alimentar novamente.

With your feet on the air and your head on the ground,

Try this trick and spin it, yeah

Your head will collapse but there's nothing in it,

And you'll ask yourself:

"Where is my mind?"

Way out in the water,

See it swimming?

Where Is My Mind? By Pixies


quinta-feira, 7 de agosto de 2008

See ya!

Estou eu aqui, na frente do computador. 4 planilhas abertas. 7 janelinhas do SAP. 132 emails não lidos. Zilhões de coisas para terminar. 4 horas para as férias.

Vai dar tempo de terminar tudo?

Não sei. E não me importo. Cansei. Cansei de ficar me preocupando a toa. Ninguém mais se preocupa. Cansei de carregar o mundo nas costas.

Mas minha responsabilidade não me deixa virar as costas, desligar o micro, pegar minha bolsa e ir curtir.

Odeio isso, odeio que eu acumulo mais compromissos e tarefas do que posso fazer e a raiva de mim que eu fico por fazer isso e por me estressar pra fazer tudo.

E no fim sempre faço tudo, sempre dá tudo certo.

Eu devia estar trabalhando agora, para que tudo realmente desse certo no final. Mas estou aqui, escrevendo esse texto e pensando na vida. Pensando nas oportunidades que me surgem e que eu nego. Nas portas que eu fecho. Nas besteiras que eu faço. Nos caminhos a percorrer. No que cancelar, no que não cancelar. Terapia ou cinema ou terminar as coisas em casa?

Por que o dia não tem 36 horas? Tudo bem, eu encheria essas 36 horas do mesmo jeito. Por que tenho sempre que querer tudo?? Por que não posso aceitar que eu tenho que tomar decisões, que não posso tomar o picolé de chocolate E o de limão.

Argh, que texto chato e pesado pra último dia antes das férias!!!!!!

Esquece tudo!

Decidi!!

Vou no cinema, vou ser feliz, vou pra casa arrumar as coisas que faltam, vou encontrar minhas amigas pra balada e vou viajar amanhã!!!! Vivaaaaa!!!!!

Nada de terapia hoje! Terapia só do abraço!! =)

Pessoas, vou ficar umas semaninhas ausentes! Mas eu volto, mês que vem mas eu volto!!

Vivaaaaa fugir desse frio e dessa chuva maledetas dessa cidade mau-humorada!!
Vivaaaaa conhecer pessoas novas!!
Vivaaaaa ver lugares novos liiiindos!!
VIVA SER FELIZ, INDEPENDENTE, COMPLETA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Adivinhem que dia é hoje?!

Não podia deixar esse dia passar em branco!

Acabei de descobrir que hoje é o dia do orgasm0!! Hahaha sim, sim, bizarro que tenha até dia pra isso! Mas, tudo bem, é válido, afinal acho que só freiras, padres, crianças, celibatos, viúvas (e olhe lá, sendo bem conservadora) não tem!!

Em homenagem resolvi escrever um post!

Só não sei o que escrever direito... Afinal de contas poderia abordar bizarramente, contando histórias engraçadas, falando de sexo simplesmente (o que não vale, já que pode rolar sexo sem orgasm0 (abaixo os caras ruins de cama!! Hahaha)), enfim, várias maneiras de falar sobre o assunto. Mas não dá. Afinal de contas é algo íntimo e indescritível.

Hum, Acho que ao invés de continuar esse texto vou embora! Vou procurar alguém pra treinar e comemorar!

Tenham orgasm0s felizes e bons!! Haha

E não esqueçam da camisinha, claro!!!!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Asteriscos (ou pensamentos soltos)


* Tô comendo demais... E descobri que é por compulsão... Acabei de comprar uma bolacha água e sal pra comer umas 3 e acalmar as minhas lombrigas até o almoço. Já comi umas 10, sem perceber, vou pegando e comendo...

* não tem nos links aí do lado, não consigo atualizar... Mas o novo livro da Li Mendi tá ótimoooo (pra variar): http://www.amorderisco.blogspot.com/

* Vi 3 grupos de andorinhas voando essa manhã. Sabem o ditado, né?" "Uma andorinha não faz verão", mas várias fazem. Será que realmente só teremos as 2 semanas que tivemos em junho de inverno? MARAVILHA!!!! (comentário egoísta...)

* Não pego mais sacolas plásticas... Embora odeie o inverno, tenho que fazer a minha parte para ele não se extinguir...

* Comprei umas calcinhas fio dental na Victoria Secrets semana passada, tavam 1,99 doletas e eu nunca tinha usado (só em "ocasiões especiais", se é que vocês me entendem). Coloquei ontem a noite pra testar, minha idéia eram 24 horas. Não aguentei... Acordei com a bunda doendo!! Hahaha será que é realmente só uma questão de costume ou tem que ter as manhas pra usar as paradas? Anyway, eu desisto, continuarei com as minhas velhas e confortáveis deixando essa pra quando usar roupas que marcam...

* PRECISO, urgenteeee da música "Wonderwoman" do Leaf!! Alguém tem aí??

* Eu sempre fiquei muito feliz com as alegrias das pessoas próximas. As coisas estão tão estagnadas para todos que nem pros outros têm acontecido coisas boas.. Engraçado, às vezes eu acho que a vida hiberna no inverno e a gente só continua no manual.

* Um dia eu hei de entender algumas coisas da vida... Enquanto isso não acontece aceito os bombons, mesmo que venham sem outras atitudes. Aceito os olhares mesmo que não venham com um beijo na sequencia...

* Cada minuto que passa eu tenho mais medo dos meus pensamentos anti-sociais. Agora tô achando uma amiga queridíssima minha quase arrogante, comentários que parecem que ela se acha superior ou melhor que os outros... E ainda tá roubando uma outra amiga queridíssima... Ciúmes e inveja idiotas.. Ainda bem que eu faço terapia! Odeio me sentir excluída..

* "Staring, at the blank page before you, open up the dirty window, let the sun illuminate in. The best is still unwritten" sei que é batidíssimo isso, mas tenho me pego pensando que tenho a vida inteira pela frente, que não devo me preocupar tanto e preencher as páginas da minha vida com VIDA (letras maiúsculas, completas, divertidas, intensas)!!

Wonderwoman - Leaf

Sometimes I feel like wonderwoman
kickin’ ass and raising thunder
Burnin’ up my fuels
Fighting crime
Kick a bad guy down the garbage can
Get on a date with superman, fly the sky, just because I can
I’ll be so pretty, never feel shitty
‘cause i’m a well respected lady superhero in the city
Yes I’ll be doin’ fine

But then i fall off, my cloud again
Brings me back to who I really am
I’m just little old me
Dealing with the same old things

Oh oh oh oh oh oh oh oh oh
Why’s my life so boring
Oh oh oh oh oh oh oh oh
There’s gotta be a little bit more in store for me
Oh oh oh oh oh oh oh oh
Why’s my life so boring
Oh, I’m up for a little bit more

Just a little somethin'

Now why can’t I be just an ordinary girl
Bread and cheese for breakfast every day
Show my cookin’ skills off, cause I’m in love with my oven clove
Give me something to dust off! I’m going crazy!
Never lazy, Oh life is wonderful
With coffee two sugars and the bold and the beautiful
I’m still single, but I feel ditched
I can’t believe Ridge really married that bitch

Oh!!! This ordinary life is a waste
And I’ll never own a red cape
But still my mind can fly and bake you perfect apple pie!

I'm just little old me
Dealing with the same old things!

Oh oh oh oh oh oh oh oh oh
Why’s my life so boring
Oh oh oh oh oh oh oh oh
There’s gotta be a little bit more in store for me
Oh oh oh oh oh oh oh oh
Why’s my life so boring
Oh I’m up for a little bit more!

Well I’m a, twisted sistah, but sweet I remain
In this crazy inner world's where I spend most days
Trying’ to amplify my heart and find a brain that works
I’m calling on various characters
to make this crazy boring bubble burst

Oh oh oh oh oh oh oh oh oh
Are we meant to be sheep in the heard!??
That’s my word, and the trouble I find
The world ain’t so dull man
It’s all in our mind,
Where we’re all little old me’s
Dealing with the same old things!

Oh oh oh oh oh oh oh oh oh
Why’s my life so boring
Oh oh oh oh oh oh oh oh
There’s gotta be a little bit more in store for me
Oh oh oh oh oh oh oh oh
Why’s my life so boring
Oh, I’m up for a little bit

Oh give me just a little bit!
Yeah I’m up for a little bit more!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Não sou mais aquela garotinha

Antes eu podia me acabar de comer baboseiras e tal... Agora não posso mais.

Comi bastante fruta nos cafés da manhã e todo dia salada no almoço pra compensar. Mas não adianta, no quarto dia estou com uma queimção e mal estar incríveis!! E viva as guloseimas, pimentas, doces e gorduras americanas!

Esse é o problema do curto período de tempo... Você quer comer tudo por que não tem idéia de quando será a próxima vez (2 meses, 2 anos, 20 anos....).

Por que é tão difícil aprender a controlar os impulsos alimentares?? Principalmente quando se tem uma tendência nata à engorda... =/

Ainda bem que tô de volta! Nada como um bom arroz e feijão pra amenizar o impacto! haha

quinta-feira, 24 de julho de 2008

É proibido proibir


Com base nas novas leis e rumores de novas leis chegando vou percebendo que somos todos uns inconsequentes e sem respeito! Claro, por que se não fosse isso não seriam necessárias essas medidas drásticas.

Primeiro veio a já tão-falada-que-encheu-o-saco lei seca. Eu sou contra. Por que acho que o limite deveria vir de casa e não das leis e do medo. Acho sim que ninguém deveria dirigir bêbado, mas brasileiro, espertinho já tá arrumando maneiras de burlar as coisas. Não seria mais fácil evitar isso não dirigindo bêbado desde o princípio?

E tem outra, uma cervejinha não altera o estado de ninguém. Algumas, sim. O problema é que muitas pessoas abusam e saem por aí. E os que levam a culpa são os inocentes. Por que esses não vão deixar de rodar por aí alcoolizados. Basta fugir das blitz.

Consciência é chave. Respeito.

Na minha empresa quando eu entrei TUDO na internet era liberado (inclusive messenger e orkut). Tá, não sei se tudo tudo mesmo por que nunca entrei em sites pornográficos pra tentar.... Mas do que eu usava era tudo liberado. Aí, uns espertinhos que se achavam o máximo por que recebiam para passar o dia no orkut e conversando com o amiguinhos abusaram. E quem pagou o preço? Os que usavam esses serviços nos tempos realmente livres ou na hora do almoço. Hoje não posso nem entrar no site da Federação Espírita (caracterizado como bruxaria! Vai enteder.. É assunto pra outro dia..)!!

Agora, vem a nova lei onde é proibido fumar em lugares públicos. Só se for em áreas abertas. O que eu também acho um absurdo! Eu fumo e faço de tudo pra evitar que a fumaça vá nos outros, NUNCA fumo enquanto existem pessoas comendo perto de mim e sempre tento ir o mais longe possível. Mas simplesmente AMO meu cigarrinho com um café ou um choppinho ou caipirinha ou absolutinho, well, you get the point. E agora terei que enfrentar as chuvas e frios em TODOS os lugares.

Não tô dizendo também que a lei está errada. Acho que tem que se respeitar o não-fumante, é uma escolha dele. Bem como fumar é uma escolha minha. Por que não se pode simplesmente ter ambientes realmente separados? Salas, com portas duplas que seja! E para evitar que os garçons sejam "contagiados" poderia ter um bar fora onde fossemos buscar as coisas. Não me importo.

Agora, ficar proibindo tudo, que graça tem? Daqui a pouco vai ser probido dançar, afinal de contas é sensual, não?! Onde vamos parar??

Não se deve proibir tudo! E sim educar. Essas atitudes devem vir das pessoas e não serem impostas! Quando algo é imposto a vontade de burlar aumenta...

Tá tudo errado nesse mundo! Cadê a liberdade? Cadê o respeito? Cadê os direitos de todos? (não tô só "me" defendendo, entendo o lado dos que não bebem e não fumam, eles TEM sim que ser respeitados).

quinta-feira, 26 de junho de 2008

"Tem algo errado no mundo" ou "sexo"

Estava eu lendo os textos da Tati Bernardi (adooooouuuro os textos dela!! Essa coisa da sinceridade, sem pudores, excelente!!) e um deles começa com esse parágrafo:

"O que uma mulher inteligente, sensível, bem-sucedida, seletiva, fresca e até mesmo um pouco blasé faz quando está louca pra dar? Me digam: o quê? "

E eu parei e pensei, é verdade, o que??

Tudo bem, na real o que eu quero mesmo é um amor, um cara que goste de mim que cuide de mim e que eu goste também! Mas enquanto não vem eu queria me divertir!

Aí no segundo parágrafo ela diz:

"Eu não posso, com tudo o que eu sei da vida e com toda a fama de metida que criei ao longo dos últimos anos, simplesmente me maquiar como uma imbecil, botar um decote estúpido e ir caçar na noite."

E eu penso que no meu caso não é mais que eu não posso. Mas a questão é que nunca gostei dessas coisas de dar para um completo desconhecido. Sei que o vazio, a tristeza e o arrependimento depois serão maiores do que o vazio de agora.

Então ela continua:

"Não bastasse conviver com um papagaio no meu cérebro 24 horas por dia me dizendo que preciso trabalhar mais, ganhar mais dinheiro, ler mais, me exercitar mais, viajar mais, estudar mais,...ainda tem uma periquita gritando mais alto para ver se abafa todo o resto “vai dar minha filha! Vai dar que é só disso que você precisa”.
A periquita ignora tudo.
"

Tem dias que sou dominada pela periquita, embora ela seja tímida e não tome atitudes. Mas o papagaio é forte, manda ela calar a boca lindamente e ela vai se encolhendo. Às vezes acho que o papagaio está matando a periquita.

Termina que não sei. Essa briga que ela fala do papagaio e da periquita é complexa... É o racional e o emocional eternos guerreiros dentro de mim.

Tudo que eu queria era uma noite boa, um sexo bom, com um pouco de chamego... E que essa noite se repetisse, muitas e muitas e muitas e muitas vezes com o mesmo cara. E que os dias fossem corridos, cheios de trabalho e realizações. E que os anoiteceres e finais de semana fossem cheios de atividades prazeirosas sozinha, com ele, ....

Agora vem as três grandes perguntas:

1) como é que pode tantas pessoas terem os mesmos pensamentos e sofrerem a mesma coisa??
2) Como é que podem gurias bonitas, inteligentes, legais e loucas para fazerem sexo estarem sozinhas e não conseguirem??

3) Como é que eu faço pra conseguir tudo isso sem me prostituir (indo pra balada, escolhendo qualquer um e sendo paga com drinks ou elogios baratos)??

Tem algo muito errado no mundo!!!

**** Vai longe o texto dela falando verdades! (http://www.tatibernardi.com.br/artigos.php?y=2008 -> "papagaio x periquita" pra quem quiser ler)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

O Ciúmes

Vocês acham normal uma pessoa que tem ciúmes de músicas?

Pois é, acabei de descobrir que eu tenho. Uma amiga minha passou um CD inteiro da Regina Specktor para mim (pro celular) e um amigo a trilha do "My Blueberry Nights". Como a espertona aqui perdeu o cabinho pra tirar as músicas do celular e passar pro computador (estão em algum buraco negro junto com guarda-chuvas, tic tacs e elásticos de cabelo, canetas Bic e a minha lapiseira de trabalho) então emprestei de um colega meu aqui do trabalho.

Ao devolver veio a pergunta:

        - Pra que você usou esse cabo?

E eu:

        - Er, hum, então, pra baixar músicas... (já sentindo a próxima pergunta)

E ele:

        - Que músicas? - e com o pen drive na mão - não quer me passar também?

E eu:

        - é... Melhor não... São músicas de mulherzinha, você não vai gostar.

Vejam a que ponto chega o meu medo de coisas que eu descubro (sempre através da caridade dos outros) virem pops... Chego a mentir pro cara que fez a boa ação de me emprestar o cabo...

Já discuti aqui e em vários outros lugares essa coisa toda de escutar nas rádios uma música que eu adoravaaa e perder todo o tesão pela música. E o dilema interno que quer ficar feliz pelo artista (afinal, é para fazer sucesso que eles cantam, toca, compoem....) e a outra parte que morre de tristeza e ciúmes.

Então, é isso... Sem nenhuma conclusão e nenhum pensamento profundo. Sou assim e pronto. Me sinto um pouco culpada, mas vocês não concordam comigo que tem que tomar cuidado e só pessoas que merecem podem receber músicas boas??

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Odeio

Tudo bem q eu tô numa onda de mentalizar/visualizar as coisas que eu quero e não o que eu "não quero", mas achei esse texto da Tati Bernardi (aqueeeela q já falei aqui q escreve textos ótimos!!) e resolvi colocar aqui pq é mtoooo bom!!! Só risquei as partes q não concordo....

"Odeio este texto
Eu tenho, você tem e eu duvido que aquele cara ajoelhado na frente do santo ou aquela mulher descalça numa ciranda de umbanda não tenham: ódio. E eu não sou só isso, eu não sou assim o tempo todo, eu não me baseio nisso. Mas, sim, eu odeio, e como. E a cada dia eu odeio mais conscientemente, a cada ano eu odeio mais especificamente e a cada noção da vida eu odeio mais verdadeiramente. Eu odeio que encostem o cotovelo, a bunda ou uma cerveja molhada em mim enquanto eu tento encontrar um espaço para dançar. Eu odeio que encostem em mim, odeio a pele de um desconhecido indesejado. Odeio homens com camisetinhas justas e colares. Odeio garotas de nariz empinado em suas calças que de tão apertadas fedem corrimento. Odeio meninas ensebadas que mexem demais no cabelo e olham para os lados com vergonha da própria existência. Odeio homens que olham para bundas como se admirassem uma carne pendurada no açougue e odeio mais ainda quando fazem bico e aquele sim com a cabeça, tipo "concordo com o mundo que ela é muito gostosa". E se ele fizer aquela chupada pra dentro do tipo "hmmmmm delícia" já é algo que ultrapassa os limites do meu ódio. Bater o dedinho do pé na quina, futebol pelo rádio, pessoas felizes demais, bocejos, mania de batuques (sim, foi para você), cigarro enquanto eu tô comendo (ou a qualquer hora), mau atendimento em restaurante (ou em qualquer lugar) e pessoas que não sabem chupar laranja ou tomar sopa sem sonoridades.


Odeio quem ignora a necessidade do desodorante, do retoque na raiz preta e da hora de parar com a comida. Odeio que faça sol se preciso de uma desculpa para não sair de casa. Odeio chuva se tenho roupas novas de verão. Odeio amigas que fazem sexo anal e me contam e eu passo o resto da vida sentindo um cheiro ruim quando encontro com elas. Flanelinhas, patricinhas, nominhos carinhosos para o namoradinho e frases carinhosas para o namoradinho no diminutivo. Odeio não ter um filho da puta nesta terra que sirva para meu namorado. Odeio mau hálito e mais ainda o fato de que justamente as pessoas podres são aquelas que falam mais baixo e nos obrigam a ter que chegar perto. Eu odeio machismo, submissão e mais do que tudo isso ter que ser forte o tempo todo e não ter um ombro másculo para chorar até minha última gota desamparada.


Eu odeio com toda a força do meu ódio o telemarketing e que me chamem de "senhora Tatiana" duzentas vezes por minuto. Eu odeio quando ligo no banco para saber o quanto estou negativa e a puta computadorizada me oferece algum superproduto premiado. (Eu estou negativa porra! Como vou investir? E meu nome é Tatianeeeeeeee  odeio meu nome mas é meu). Odeio todas as meninas bonitas do ginásio que já tinham peitos e bundas naquela época e hoje provavelmente devem estar caídas e usadas. Odeio o professor Nicola que me mandou calar a boca porque era um lixo de professor mas queria aparecer. Odeio muito mais do que telemarketing que empurrem a minha cabeça para fazer sexo oral: a chupetinha comandada! Vai abaixar a cabeça da sua mãe, seu filho da puta! E vê se aprende logo que não precisa enfiar a língua lá no fundo e fazer aquela cara de nojo, lambe o clitóris e mostre que você sabe mais do que quem foi o campeão do Brasileirão de 89. Odeio homossexuais enrustidos que usam a desculpa para não pegar uma mulher "ah, eu só pego de modelo pra cima". Odeio homens.


Toques de celular personalizados, tatuagem tribal e a nova moda das atrizes-modelos-manequins de tatuar as inicias do namorado da semana. Odeio bolsas Louis Vuitton, elas são feias e caras e quem usa é a típica lânguida que eu odeio, de rosto fino, cabelo fino e cérebro fino do fino shopping Iguatemi. Odeio bunda muito grande porque bunda muito grande é coisa de pobre. Odeio minha bunda ser pequena e eu ser pobre. Odeio todas as bandas de rock que se parecem, as músicas de negro que se parecem e as meninas da Faria Lima que se parecem. Odeio ter vontade de fazer cocô logo depois que eu tomei banho. Odeio o fim do sexo com aquela lambuzeira toda, odeio o meio do sexo porque minha cabeça quase sempre está em outro lugar e eu quase sempre finjo orgasmo. Odeio quando amo o sexo e o filho da puta some e eu passo mais um tempão para gostar de sexo de novo.


Odeio pessoas muito oleosas, muito peludas, muito suadas e acima de tudo meninas que cheiram a lavandas e gostam de adesivos de ursinho. Odeio as pessoas que eu amo muito, tipo minha mãe. Odeio que me mandem falar mais baixo e odeio que falem alto. Odeio que me olhem e que não me vejam. Odeio pentelho na minha garganta. Odeio comerciais com crianças vestidas de branco correndo no campo com flores amarelas, aquele japonezinho que faz cocô e aperta o tirador de fedor do banheiro e odeio muito, mas muito, mas muito mesmo, as lojas Marabrás (nota da Dory: nem sei q loja é essa...). Odeio bijuteria dourada mais do que qualquer telemarketing ou chupadinha comandada. Odeio brilho em vestidos... agora, cascata de neon em formatura está acima dos meus poderes em odiar.

Odeio quem comemora porque passou numa faculdade que meu primo de 8 anos passaria e quem diz "peguei a mina". "Pega no meu pau, muleque!" Odeio bolsa de couro sintético combinando com o sapato de couro sintético (se as fivelas combinarem eu posso enfartar a qualquer momento). Odeio quem comemora o aniversário no rodízio de pizza do Viena e quem não pode perder o novo filme do Ben Affleck. Odeio numa proporção assustadora o Outback do Shopping Eldorado. (Se você vai num restaurante de shopping vagabundo com um nome industrializado sem charme desses e ainda acha divertido escorregar na gordura do chão não leia meus textos, por favor.)

Odeio os Estados Unidos mas odeio muito mais o fato de a gente ter sangue europeu mas ficar imitando esses estúpidos, que também têm sangue europeu mas são estúpidos por herança criada (nota da Dory: eu não odeio os EUA, mas odeio as pessoas que querem q aqui seja igual...). Odeio a frase "eu vou no super, comprar umas cervas para o churras". Odeio cariocas que se acham superiores só por causa da praia mas vêm ganhar dinheiro aqui. Odeio cariocas que se acham fodas porque já saíram com alguma atriz da Globo e todos já saíram. Odeio a vontade que eu sinto de rebolar quando escuto aquela imbecil da Britney Spears, odeio ter chorado no Titanic e odeio assistir Celebrity Profile pra saber o que a Pamela Anderson faz além de ter dor nas costas (porque não deve ser fácil carregar duas jacas diariamente). Mas eu assisto.


Odeio quem passa o dia no shopping com a família, churrascaria com aquele desfile de bichinhos mortos, principalmente porque você está lá tranqüilamente comendo e vem alguém com um espeto (que é grosseiramente imposto ao seu lado), te espirra sangue, fala um nome idiota e você nunca sabe exatamente de que parte se trata.

Odeio homem que arrota aquele assoprinho que precede a explosão do chopp, sabe? Odeio com cada célula do meu corpo os "moke-up" de sobremesa em lojas de doces e alguns restaurantes. Odeio quem casa virgem, odeio quem chega em casa depois de uns malhos no carro e enfia o dedo no meio das pernas porque tava louca para dar mas "ele ia me achar muito fácil". Mas eu também odeio mulher que sai dando pra meio mundo e perde o mistério. Sei lá, essa coisa toda de dar vai ser sempre uma dúvida. Odeio dúvidas.


Odeio meninas caçadoras de homens ricos mas odeio sair com um cara que está tentando começar um relacionamento e ter que rachar a conta, seria mais simpático me deixar pagar a conta toda. Rachar é péssimo. Odeio aquele filme da loira e da morena do David Lynch (nota da Dory, não vi esse filme, não tenho opinião...), odeio as pessoas que não entendem que Felicidade veio antes de Beleza Americana e odeio quem odeia o Woody Allen.


Dividir banheiro, pêlo alheio em sabonete, acordar cedo e meninas adolescentes peruas com voz de pato. Odeio gordinhas que dizem "é que eu tenho a estrutura óssea larga" e dá-lhe brigadeiro em frente à televisão. Odeio aquele velho filho da puta me olhando na mesa ao lado, com três crianças penduradas no pescoço e uma mulher com culote comendo abacaxi para ajudar na digestão do javali. Odeio a típica família e suas árvores de Natal cheias de rancor, e os doces das tias cheias de rancor, e as crianças lindas correndo querendo que o priminho morra porque ganhou mais brinquedos. Odeio o tapinha dos homens e o beijinho em falso das mulheres. Prefiro virar a cara, prefiro cuspir, prefiro odiar, quando eu era criança sonhava todas as noites que arrancava os olhos de todo mundo e só eu podia enxergar o quanto era feio eu ser como sou
."

Agora, tirando o q eu risquei, concordo em número gênero e grau.... Queria escrever assim, sabe?! Sobre as coisas da vida, que nos cercam, que passam pela nossa vida... Escrever de uma maneira real, quase paupável e envolvente, que te faz ler o texto inteiro mesmo sendo parágrafos gigantes... Então, acho q pra fechar, o meu odeio: odeio não saber escrever como gostaria!!