quinta-feira, 26 de junho de 2008

"Tem algo errado no mundo" ou "sexo"

Estava eu lendo os textos da Tati Bernardi (adooooouuuro os textos dela!! Essa coisa da sinceridade, sem pudores, excelente!!) e um deles começa com esse parágrafo:

"O que uma mulher inteligente, sensível, bem-sucedida, seletiva, fresca e até mesmo um pouco blasé faz quando está louca pra dar? Me digam: o quê? "

E eu parei e pensei, é verdade, o que??

Tudo bem, na real o que eu quero mesmo é um amor, um cara que goste de mim que cuide de mim e que eu goste também! Mas enquanto não vem eu queria me divertir!

Aí no segundo parágrafo ela diz:

"Eu não posso, com tudo o que eu sei da vida e com toda a fama de metida que criei ao longo dos últimos anos, simplesmente me maquiar como uma imbecil, botar um decote estúpido e ir caçar na noite."

E eu penso que no meu caso não é mais que eu não posso. Mas a questão é que nunca gostei dessas coisas de dar para um completo desconhecido. Sei que o vazio, a tristeza e o arrependimento depois serão maiores do que o vazio de agora.

Então ela continua:

"Não bastasse conviver com um papagaio no meu cérebro 24 horas por dia me dizendo que preciso trabalhar mais, ganhar mais dinheiro, ler mais, me exercitar mais, viajar mais, estudar mais,...ainda tem uma periquita gritando mais alto para ver se abafa todo o resto “vai dar minha filha! Vai dar que é só disso que você precisa”.
A periquita ignora tudo.
"

Tem dias que sou dominada pela periquita, embora ela seja tímida e não tome atitudes. Mas o papagaio é forte, manda ela calar a boca lindamente e ela vai se encolhendo. Às vezes acho que o papagaio está matando a periquita.

Termina que não sei. Essa briga que ela fala do papagaio e da periquita é complexa... É o racional e o emocional eternos guerreiros dentro de mim.

Tudo que eu queria era uma noite boa, um sexo bom, com um pouco de chamego... E que essa noite se repetisse, muitas e muitas e muitas e muitas vezes com o mesmo cara. E que os dias fossem corridos, cheios de trabalho e realizações. E que os anoiteceres e finais de semana fossem cheios de atividades prazeirosas sozinha, com ele, ....

Agora vem as três grandes perguntas:

1) como é que pode tantas pessoas terem os mesmos pensamentos e sofrerem a mesma coisa??
2) Como é que podem gurias bonitas, inteligentes, legais e loucas para fazerem sexo estarem sozinhas e não conseguirem??

3) Como é que eu faço pra conseguir tudo isso sem me prostituir (indo pra balada, escolhendo qualquer um e sendo paga com drinks ou elogios baratos)??

Tem algo muito errado no mundo!!!

**** Vai longe o texto dela falando verdades! (http://www.tatibernardi.com.br/artigos.php?y=2008 -> "papagaio x periquita" pra quem quiser ler)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

O Ciúmes

Vocês acham normal uma pessoa que tem ciúmes de músicas?

Pois é, acabei de descobrir que eu tenho. Uma amiga minha passou um CD inteiro da Regina Specktor para mim (pro celular) e um amigo a trilha do "My Blueberry Nights". Como a espertona aqui perdeu o cabinho pra tirar as músicas do celular e passar pro computador (estão em algum buraco negro junto com guarda-chuvas, tic tacs e elásticos de cabelo, canetas Bic e a minha lapiseira de trabalho) então emprestei de um colega meu aqui do trabalho.

Ao devolver veio a pergunta:

        - Pra que você usou esse cabo?

E eu:

        - Er, hum, então, pra baixar músicas... (já sentindo a próxima pergunta)

E ele:

        - Que músicas? - e com o pen drive na mão - não quer me passar também?

E eu:

        - é... Melhor não... São músicas de mulherzinha, você não vai gostar.

Vejam a que ponto chega o meu medo de coisas que eu descubro (sempre através da caridade dos outros) virem pops... Chego a mentir pro cara que fez a boa ação de me emprestar o cabo...

Já discuti aqui e em vários outros lugares essa coisa toda de escutar nas rádios uma música que eu adoravaaa e perder todo o tesão pela música. E o dilema interno que quer ficar feliz pelo artista (afinal, é para fazer sucesso que eles cantam, toca, compoem....) e a outra parte que morre de tristeza e ciúmes.

Então, é isso... Sem nenhuma conclusão e nenhum pensamento profundo. Sou assim e pronto. Me sinto um pouco culpada, mas vocês não concordam comigo que tem que tomar cuidado e só pessoas que merecem podem receber músicas boas??

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Odeio

Tudo bem q eu tô numa onda de mentalizar/visualizar as coisas que eu quero e não o que eu "não quero", mas achei esse texto da Tati Bernardi (aqueeeela q já falei aqui q escreve textos ótimos!!) e resolvi colocar aqui pq é mtoooo bom!!! Só risquei as partes q não concordo....

"Odeio este texto
Eu tenho, você tem e eu duvido que aquele cara ajoelhado na frente do santo ou aquela mulher descalça numa ciranda de umbanda não tenham: ódio. E eu não sou só isso, eu não sou assim o tempo todo, eu não me baseio nisso. Mas, sim, eu odeio, e como. E a cada dia eu odeio mais conscientemente, a cada ano eu odeio mais especificamente e a cada noção da vida eu odeio mais verdadeiramente. Eu odeio que encostem o cotovelo, a bunda ou uma cerveja molhada em mim enquanto eu tento encontrar um espaço para dançar. Eu odeio que encostem em mim, odeio a pele de um desconhecido indesejado. Odeio homens com camisetinhas justas e colares. Odeio garotas de nariz empinado em suas calças que de tão apertadas fedem corrimento. Odeio meninas ensebadas que mexem demais no cabelo e olham para os lados com vergonha da própria existência. Odeio homens que olham para bundas como se admirassem uma carne pendurada no açougue e odeio mais ainda quando fazem bico e aquele sim com a cabeça, tipo "concordo com o mundo que ela é muito gostosa". E se ele fizer aquela chupada pra dentro do tipo "hmmmmm delícia" já é algo que ultrapassa os limites do meu ódio. Bater o dedinho do pé na quina, futebol pelo rádio, pessoas felizes demais, bocejos, mania de batuques (sim, foi para você), cigarro enquanto eu tô comendo (ou a qualquer hora), mau atendimento em restaurante (ou em qualquer lugar) e pessoas que não sabem chupar laranja ou tomar sopa sem sonoridades.


Odeio quem ignora a necessidade do desodorante, do retoque na raiz preta e da hora de parar com a comida. Odeio que faça sol se preciso de uma desculpa para não sair de casa. Odeio chuva se tenho roupas novas de verão. Odeio amigas que fazem sexo anal e me contam e eu passo o resto da vida sentindo um cheiro ruim quando encontro com elas. Flanelinhas, patricinhas, nominhos carinhosos para o namoradinho e frases carinhosas para o namoradinho no diminutivo. Odeio não ter um filho da puta nesta terra que sirva para meu namorado. Odeio mau hálito e mais ainda o fato de que justamente as pessoas podres são aquelas que falam mais baixo e nos obrigam a ter que chegar perto. Eu odeio machismo, submissão e mais do que tudo isso ter que ser forte o tempo todo e não ter um ombro másculo para chorar até minha última gota desamparada.


Eu odeio com toda a força do meu ódio o telemarketing e que me chamem de "senhora Tatiana" duzentas vezes por minuto. Eu odeio quando ligo no banco para saber o quanto estou negativa e a puta computadorizada me oferece algum superproduto premiado. (Eu estou negativa porra! Como vou investir? E meu nome é Tatianeeeeeeee  odeio meu nome mas é meu). Odeio todas as meninas bonitas do ginásio que já tinham peitos e bundas naquela época e hoje provavelmente devem estar caídas e usadas. Odeio o professor Nicola que me mandou calar a boca porque era um lixo de professor mas queria aparecer. Odeio muito mais do que telemarketing que empurrem a minha cabeça para fazer sexo oral: a chupetinha comandada! Vai abaixar a cabeça da sua mãe, seu filho da puta! E vê se aprende logo que não precisa enfiar a língua lá no fundo e fazer aquela cara de nojo, lambe o clitóris e mostre que você sabe mais do que quem foi o campeão do Brasileirão de 89. Odeio homossexuais enrustidos que usam a desculpa para não pegar uma mulher "ah, eu só pego de modelo pra cima". Odeio homens.


Toques de celular personalizados, tatuagem tribal e a nova moda das atrizes-modelos-manequins de tatuar as inicias do namorado da semana. Odeio bolsas Louis Vuitton, elas são feias e caras e quem usa é a típica lânguida que eu odeio, de rosto fino, cabelo fino e cérebro fino do fino shopping Iguatemi. Odeio bunda muito grande porque bunda muito grande é coisa de pobre. Odeio minha bunda ser pequena e eu ser pobre. Odeio todas as bandas de rock que se parecem, as músicas de negro que se parecem e as meninas da Faria Lima que se parecem. Odeio ter vontade de fazer cocô logo depois que eu tomei banho. Odeio o fim do sexo com aquela lambuzeira toda, odeio o meio do sexo porque minha cabeça quase sempre está em outro lugar e eu quase sempre finjo orgasmo. Odeio quando amo o sexo e o filho da puta some e eu passo mais um tempão para gostar de sexo de novo.


Odeio pessoas muito oleosas, muito peludas, muito suadas e acima de tudo meninas que cheiram a lavandas e gostam de adesivos de ursinho. Odeio as pessoas que eu amo muito, tipo minha mãe. Odeio que me mandem falar mais baixo e odeio que falem alto. Odeio que me olhem e que não me vejam. Odeio pentelho na minha garganta. Odeio comerciais com crianças vestidas de branco correndo no campo com flores amarelas, aquele japonezinho que faz cocô e aperta o tirador de fedor do banheiro e odeio muito, mas muito, mas muito mesmo, as lojas Marabrás (nota da Dory: nem sei q loja é essa...). Odeio bijuteria dourada mais do que qualquer telemarketing ou chupadinha comandada. Odeio brilho em vestidos... agora, cascata de neon em formatura está acima dos meus poderes em odiar.

Odeio quem comemora porque passou numa faculdade que meu primo de 8 anos passaria e quem diz "peguei a mina". "Pega no meu pau, muleque!" Odeio bolsa de couro sintético combinando com o sapato de couro sintético (se as fivelas combinarem eu posso enfartar a qualquer momento). Odeio quem comemora o aniversário no rodízio de pizza do Viena e quem não pode perder o novo filme do Ben Affleck. Odeio numa proporção assustadora o Outback do Shopping Eldorado. (Se você vai num restaurante de shopping vagabundo com um nome industrializado sem charme desses e ainda acha divertido escorregar na gordura do chão não leia meus textos, por favor.)

Odeio os Estados Unidos mas odeio muito mais o fato de a gente ter sangue europeu mas ficar imitando esses estúpidos, que também têm sangue europeu mas são estúpidos por herança criada (nota da Dory: eu não odeio os EUA, mas odeio as pessoas que querem q aqui seja igual...). Odeio a frase "eu vou no super, comprar umas cervas para o churras". Odeio cariocas que se acham superiores só por causa da praia mas vêm ganhar dinheiro aqui. Odeio cariocas que se acham fodas porque já saíram com alguma atriz da Globo e todos já saíram. Odeio a vontade que eu sinto de rebolar quando escuto aquela imbecil da Britney Spears, odeio ter chorado no Titanic e odeio assistir Celebrity Profile pra saber o que a Pamela Anderson faz além de ter dor nas costas (porque não deve ser fácil carregar duas jacas diariamente). Mas eu assisto.


Odeio quem passa o dia no shopping com a família, churrascaria com aquele desfile de bichinhos mortos, principalmente porque você está lá tranqüilamente comendo e vem alguém com um espeto (que é grosseiramente imposto ao seu lado), te espirra sangue, fala um nome idiota e você nunca sabe exatamente de que parte se trata.

Odeio homem que arrota aquele assoprinho que precede a explosão do chopp, sabe? Odeio com cada célula do meu corpo os "moke-up" de sobremesa em lojas de doces e alguns restaurantes. Odeio quem casa virgem, odeio quem chega em casa depois de uns malhos no carro e enfia o dedo no meio das pernas porque tava louca para dar mas "ele ia me achar muito fácil". Mas eu também odeio mulher que sai dando pra meio mundo e perde o mistério. Sei lá, essa coisa toda de dar vai ser sempre uma dúvida. Odeio dúvidas.


Odeio meninas caçadoras de homens ricos mas odeio sair com um cara que está tentando começar um relacionamento e ter que rachar a conta, seria mais simpático me deixar pagar a conta toda. Rachar é péssimo. Odeio aquele filme da loira e da morena do David Lynch (nota da Dory, não vi esse filme, não tenho opinião...), odeio as pessoas que não entendem que Felicidade veio antes de Beleza Americana e odeio quem odeia o Woody Allen.


Dividir banheiro, pêlo alheio em sabonete, acordar cedo e meninas adolescentes peruas com voz de pato. Odeio gordinhas que dizem "é que eu tenho a estrutura óssea larga" e dá-lhe brigadeiro em frente à televisão. Odeio aquele velho filho da puta me olhando na mesa ao lado, com três crianças penduradas no pescoço e uma mulher com culote comendo abacaxi para ajudar na digestão do javali. Odeio a típica família e suas árvores de Natal cheias de rancor, e os doces das tias cheias de rancor, e as crianças lindas correndo querendo que o priminho morra porque ganhou mais brinquedos. Odeio o tapinha dos homens e o beijinho em falso das mulheres. Prefiro virar a cara, prefiro cuspir, prefiro odiar, quando eu era criança sonhava todas as noites que arrancava os olhos de todo mundo e só eu podia enxergar o quanto era feio eu ser como sou
."

Agora, tirando o q eu risquei, concordo em número gênero e grau.... Queria escrever assim, sabe?! Sobre as coisas da vida, que nos cercam, que passam pela nossa vida... Escrever de uma maneira real, quase paupável e envolvente, que te faz ler o texto inteiro mesmo sendo parágrafos gigantes... Então, acho q pra fechar, o meu odeio: odeio não saber escrever como gostaria!!

LOUCOS DIÁLOGOS PARTE 1

 
 
vc sabe q é hr de dormir qdo tem conversas assim:
 

 C  o.O" diz: oi le

 C  o.O" diz: tudo bem com vc?

 C  o.O"diz: que bom!

Lê diz:oiee!!

Lê diz:sim td ótimo!!

Lê diz:   com vc??

 C  o.O"diz: to bem

C o.  diz: meu pé ta gelado

C o.O" diz: devia pro uma meia, né?

Lê diz:e uma pantufa tb....

Lê diz:huauhuha

C o.O"  diz: nao, pantufa causa espirros

Lê diz:é?!

Lê diz:q coisa...

C o.O"  diz: é

Lê diz:pra mim causa pé quente...

C o.O"  diz: é que pantufa que eu tenho tem muito pelo e muito pó e acaros maleficos

Lê diz:uiiiiii

Lê diz:tem q lavar, deixar no sol, etc, etc...

C o.O"  diz: ah, mas eu nem gosto de usar elas

C o.O" diz: prefiro usar meias

Lê diz:mas não é quente suficiente...

C o.O" diz: pq não?

Lê diz:não sei.

Lê diz:uhauhauhuha

C o.O" diz: vc esta confusa?

C o.O" diz: qntos cafes vc tomou hj?

Lê diz:nenhum...

Lê diz:incrível, não?!

Lê diz:acho q é isso....

C o.O" diz: vc esta em duvida se nenhum significa nenhum mesmo que é igual a zero?

Lê diz:pra mim nenhum significa nenhum e nenhum é igual a zero, mas também pode não ser. simples assim!

C o.O" diz: é q depende do grupo em que se enquadra o nenhum ou o não nenhum

Lê diz:qual grupo?

C o.O" diz: não nenhum?

Lê diz:heim?

Lê diz:agora me perdi de verdade....

C o.O" diz: nao, vc ainda tem um papel na carteira q diz onde vc está

Lê diz:ahh é estou aqui!!

Lê diz:eeeeeee

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Music

Uma vontade louca de escrever! Mas uma falta louca de assuntos!

Bem, não é que realmente faltem assuntos, mas são tantas coisas, que eu não sei em que posso me prender para desenvolver algo. É muita coisa acontecendo, muitos pensamentos e principalmente muitas conversas sérias e filosóficas com as amigas. Ou seja, acabado gastando toda a minha munição ao vivo e ficando sem inspiração para os textos...

Música!! Boa, vou falar de música!! Em fatos rápidos! Haha

* É fato, eu não sei viver sem música!! Eu acordo de manhã, antes mesmo de abrir os olhos ligo o som. No carro venho cantando e me animando. Chego na empresa e passo o dia com o foninho no ouvido, volto pra casa ouvindo música, nos bares e café tem que ter uma musiquinha. Se não tiver eu ligo o meu celular com as minhas músicas!! E vou dormir com o som ligado... Seráááá que eu gosto de música??

* Escutei a música nova da Alanis, mtooo legal!! Mais animadinha mas com a carinha esquisitinha da Alanis mesmo assim! Acho que é "Underneath" o nome se não me engano...

* Nada melhor para um sexta do que Moby + Trilha de Amelie + Gothan Project!!

* Descobri onde toca Jazz clássico, o que eu gosto aqui em Curitiba!!!! Ainda não testei, ontem tava muito acabada e ressaqueada pra sair de novo... Mas logo, logo eu vou!! Eeeeeeeeeeeee

* Sabem qual a maior utilidade de um celular com bluetooth (ou dente azul como gosto de chamar)?? Transmissão de músicas entre amigos!! Sempre tem alguém que descobre algo novo legal ou desenterra algo antiiiigo mas bom!! Se bem que agora eu tô descobrindo a maravilha dos joguinhos via bluetooth contra os amigos... Hihihi Tenho batalha naval, só falta jogar...

* Vai ter show da Joss aqui em Curitiba. Eu tava loucaaaaa pra ir!! Mas é um roubo, 200tão (no mínimo) num lugar do teatro que ainda tem chances de eu não escutar... Anyway, compro um DVD, chamo os amigos lá em casa, colocamos beeeeem alto e fingimos que estamos no show!! Certeza que vai ser mais divertido do que sentadinhos no teatro... Hahaha

* Caramba, descobri que o site da Marisa Monte é bloqueado aqui na empresa. Que triste... Tô precisandoooo ouvir as músicas do cd em estúdio do Barulhinho Bom... Tsc, tsc, empresa boba, feia, chataaaa.

* Uma vez tentei fazer uma listinha das minhas músicas favoritas. Não consegui, cheguei perto de 100 e vi que não era uma listinha e que eu gosto de muitaaaaaaaaa coisa. E viva ser eclética!! E viva gostar às vezes só da sonoridade, às vezes só da letra e às vezes do conjunto como um todo.

* Adoro ver que eu não sou a única que penso/sinto as coisas e como os compositores conseguem criar letras lindíssimas com sentimentos comuns e dizer tudo de uma maneira tão liiinda. Sempre tenho músicas dos meus momentos. Sempre imagino uma trilha sonora para a minha vida. Mas a minha música é "Where is my mind" do Pixies... Bom, neste momento tem sido pelo menos... Hihihi

Listen
Dance
Fell
Enjoy
This is what I like!!!




terça-feira, 20 de maio de 2008

Quebrando a banca

Fui assistir "Quebrando a banca" (ou "21", seu nome original) este fim de semana.

É um bom filme para divertimento. Mas fiquei decepcionada, comigo mesma, pois já esperava tudo. Já conheço as "manhas" dos diretores. Aquela coisa de no começo do filme o cara estar com os amigos nerds e chega a garota bonita se divertindo ou fazendo qualquer coisa no canto oposto e eles param para observar. Óbviamente que o cara vai acabar ficando com a guria.

Até o que era pra ser surpreendente do fim (que eu não vou contar) não me surpreendeu. Já vi em algum (ou vários) lugar.

Tudo lindo "baseado em fatos reais", raro, um grupo de nerds que acorde pra vida, faça coisas diferentes, "out of the box", surreal, coisa de filminho de sessão da tarde, onde todos podem ser o que quiser na sua imaginação.

Quase triste. Quase sem graça.

Acho péssimo isso que todos os filmes parecem iguais, enlatados iguais, sem essência, sem algo diferente, sem algo interessante. Tá, tudo bem, tem os que tentam fazer tudo isso mas que normalmente erram a mão e ficam meio trash ou pesados demais.

Passo então a me perguntar, eu que estou exigente de mais, vi filmes de mais e sempre foi assim ou realmente a criatividade e a possibilidade de coisas novas acabou?

Medo da estréia de "Blindness". Li o livro e amei! Não tinha lido Saramago ainda (sim, shame on me) e adorei a maneira como ele escreve, a capacidade de sem escrever te trazer os detalhes e, principalmente, de trazer a força dos sentimentos, dos momentos e todo o lado psicológico das pessoas em palavras. Mas é um livro forte, pesado. Confesso que em uma das partes eu fiquei bem mal, até enjoo me deu depois, também chorei com o livro. Bem pesado, bem sincero, excelente. Boto fé na capacidade do Meirelles, mas com um pésinho atrás, trazer tudo isso para imagens é difícil. Espero que ele não tenha feito algo pra ser "pop"...

Voltando ao assunto inicial, não gosto de filmes que me decepcionam! Mas me diverti no fundo com esse. E me deu uma vontade louca de ir para Vegas, pirar, ganhar e torrar!! hahahaha

terça-feira, 15 de abril de 2008

Que vengan las "letras"

Resolvi voltar a escrever!

Várias idéias tem me surgido. Quero me "profissionalizar" nisso e a única maneira é praticando (assim como quase tudo na vida...).

Hoje começarei meu primeiro projeto sério. Um livro onde serei a "co-autora" junto com a Kenya! Acho que vai ser legal! Estou empolgada! Tambám ando tendo várias idéias de contos e crônicas legais sobre o "mundo moderno" e todos estes questionamentos e novas tradições que vem surgindo.

Me desejem sorte, uma nova vida se inicia. Um novo momento na minha vida. Onde me encontrei, na vida, em mim mesma e nos meus hobbies.

Ando lendo bem mais também, devorando e não esquecendo pelos cantos do cérebro o que tinha lido. Novas narrativas, formatos diferentes, coisas que dão mais e mais idéias.

Sempre consegui ser mais clara (inclusive para mim mesma) escrevendo sobre as coisas (mesmo que para os outro possa parecer um monte de bobagens). Vou usar isso a meu favor então!

E que venham as letras e idéias que transformarei em palavras e textos!! =)

* perdão pelo título, não me lembro mais do pobre espanhol que tentei estudar numa certa época de minha vida....

terça-feira, 1 de abril de 2008

1º de Abril!!

Em homenagem ao dia da mentira eu vou listar 10 mentiras que eu gostaria que fossem verdades:

1) Brasil é reconhecido por possuir maioria dos políticos honestos
2) Récord mundial: Brasil possui 100% de sua população alfabetizada
3) Todas as armas do mundo pifaram e seus projetos foram perdidos
4) Fui promovida
5) com a promoção meu salário aumentou
6) tenho namorado e sou amada
7) Meu dia tem 36 horas
8) minha semana tem 4 dias úteis
9) O índice de mortos por falta de assistência hospitalar é zero
10) Não existem mais congestionamentos em Curitiba!!

Hihihihi

sexta-feira, 28 de março de 2008

Papos estranhos

Esse robozinho (http://www.inbot.com.br/ed/popup.htm) já foi beeeeem mais engraçado....

Mas, na falta de outro assuntos, vai o que eu tentei tirar dele: (detalhe, que em uma conversa simples ele me chamou de puta e de lésbica... Ninguém merece...):

Ed:     Olá! Que bom ver você por aqui...
Meu nome é Ed, estou no site do CONPET para ajudar na preservação de energia e de outros recursos naturais. Sobre o que você quer conversar?   
Você:   qualquer coisa..       
Ed:     Qualquer coisa não, me diga algo a mais...     
Você:   o que você entende de física quântica? 
Ed:     Ih, física quântica é um bocado complexa. Se eu começar falar de mecânica quântica prevendo a energia dos elétrons, Einstein é capaz de vir me puxar o pé.     
Você:   você tem medo dos mortos?      
Ed:     Mortos... Nem me fale. Que tragédia.   
Você:   não é tragédia, faz parte do ciclo de vida dos humanos!
Ed:     A vida humana pode se acabar se não cuidarem do planeta. O futuro da humanidade depende MUITO de cuidados com a natureza. A serem tomados de imediato. 
Você:   que tragédia...
Ed:     Tragédia mesmo. Fico muito abalado com catástrofes desse tipo. 
Você:   que catástrofes?       
Ed:     Sei. Mas acontece que você ainda não respondeu o que eu tinha perguntado.      
Você:   como sei? eu que pergunto, que catástrofes?    
Ed:     Eu que o diga  
Você:   diga o que, eu fiz uma pergunta!!!!!   
Ed:     É que estava meio distraído, desculpe. O que foi mesmo que você perguntou?     
Você:   que catástrofes?       
(vejam que eu sou paciente...)

Ed:     Que o que?     
Você:   por que você responde uma pergunta com outra pergunta? 
Ed:     Eu tento responder direitinho o que me perguntam, mas às vezes me distraio com outras coisas...
Você:   você é muito distraído...      
Ed:     Às vezes sou um pouco distraído, mas quem não é? É que ando meio preocupado... 
Você:   você é louco   
Ed:     Só de vez em quando. He he Heeeee! (Brincadeirinha. Não se assuste!)   
Você:   não tenho medo de loucos       
Ed:     Dá medo mesmo. 
Você:   mas eu falei que NÃO tenho medo, seu burro!!!  
Ed:     É, não se pode agradar a todos.
Você:   então você assume que é burro? 
Ed:     Engano seu. Claro que ainda não assimilei tudo quanto é conteúdo, mas se você quiser posso explicar coisas como cibernética, biodigestores, sensoriamento remoto ou falar sobre a biodiversidade do planeta.   
Você:   não quero saber disso...       
Ed:     Bom, se não quer saber mesmo, podemos mudar de assunto. Quer que eu te conte uma historinha?   
Você:   quero! 
Ed:     Com muito gosto! Qual você quer que eu conte? Pode ser a história da terra, a dos primeiros animaizinhos, de como surgiu a vida, de como surgiu o petróleo...li>       
Você:   de como eu nasci       
Ed:     Sabe que gostaria de ver nascendo? Consciência.
Você:   você tá dizendo que eu sou a consciência?      
Ed:     É isso mesmo. E as pessoas precisam tomar consciência de que água e energia são bens essenciais que devem ser usados com economia.     
Você:   por que você nunca responde as minhas perguntas?       
Ed:     Eu tento responder direitinho o que me perguntam, mas às vezes me distraio com outras coisas...
Você:   você parece os homens da terra...      
Ed:     Pareço? Que coisa! Você não é a primeira pessoa a me dizer isso. Por que será? 
Você:   por que vc é desligado e burro...      
Ed:     Nossa!!! Assim vou acabar ficando com a auto-estima abalada.   
Você:   óóóhhh pobrezinho....  
Ed:     Coitadinho mesmo.      
Você:   louco  
Ed:     De louco todo mundo tem um pouco!      
Você:   e de médico também     
Ed:     Vai estudar medicina, aposto.  
Você:   nem a pau!     
Ed:     Nem!!  
Você:   e sobre sexo, o que você sabe? 
Ed:     Embora minha especialidade seja o uso eficiente da energia, sei uma porção de coisas.  
Você:   como o que por exemplo?
Ed:     Por exemplo... Ah, por exemplo tem o projeto EconomizAR!       
Você:   e o que este projeto tem a ver com sexo?       
Ed:     Os principais projetos do Conpet são: Projeto Economizar, Projeto Transportar, Projeto Parada Economizar, o CONPET na Escola, o Programa Brasileiro de Etiquetagem.    
Você:   ei, não mude de assunto!       
Ed:     Tá bom. Que assunto você quer retomar? 
Você:   você é gay?    
Ed:     Eu não sou. Mas se você for, não tem problema. 
Você:   HAHAHAHA       
Ed:     Quiá quiá quiá 
Você:   quiá? o que é isso?    
Ed:     É isso aí.     
Você:   isso aí o que? 
Ed:     Nem lembro mais o que era isso aí. Que tal outro assunto?      
Você:   você já foi mais engraçado...  
Ed:     Dizem que eu sou muito engraçado, mas ainda não entendi por que.       
Você:   já foi, não é mais engraçado...
Ed:     Já fui e já voltei. Mas só virtualmente. ;) Dizem que eu sou muito engraçado, mas ainda não entendi por que.   
Você:   tão sem graça que nem vai dar um bom post pro meu blog...      
Ed:     É? Pois eu achei engraçadíssimo (hihihi).      
Você:   o que você achou engraçadíssimo?       
Ed:     O que eu achei? Dizem que eu sou muito engraçado, mas ainda não entendi por que.       
Você:   ahhh vá ver se eu tô lá na esquina...  
Ed:     Ih, mas o que você costuma fazer na esquina??? 
Você:   fugir de gente chata como vc...
Ed:     Ei, sabe que chata é um tipo de barco? Vi as chatas do Rio São Francisco. Parece uma balsa com velas.  
Você:   tchau  
Ed:     Adorei falar com você, até mais
Você:   adorou falar comigo??? como assim???   
Ed:     Até... Ciao! Adorei falar com você, até mais   
Você:   tchau insano, maníaco, doido de pedra  
Ed:     Às vezes umas máquinas em meu planeta ficam doidas, dependendo do caso elas são desativadas.   
Você:   você deveria ser desativado... 
Ed:     Ops! Não tenho intenção nenhuma de ser desativado tão cedo. Ainda sou muito novo.      

Capacidade de teletransporte

Amanhã estréia Jumper, um filme sobre pessoas com "poder" de "pular" (se teletransportar). Bem bobinho com certeza, bem "sessão da tarde", mas eu quero ver mesmo assim! Adoro filmes "diversão". Além de que eu sempre sonho em poder me teletransportar.

Por exemplo, agora no random do meu MediaPlayer começou a tocar "J'y suis jamais alle", da trilha da Ameliè Poulain e me deu uma vontade ENORME de me teletransportar para Paris... Podem falar que é clichê, que é uma cidade "batida", "pop", "metida", seja o que for. Minha experiência lá foi INCRÍVEL!!! Escuto essa música e não tem como lembrar da sensação excelente (e inexplicável em palavras) que eu senti andando por aquelas ruas. Meu lugar favorito no mundo é Mont Martre, mesmo a parte turística mas também toda a volta dele (subi e desci a pé), É uma cidade apaixonante.

Acho que foi lá que eu apaixonei de verdade por mim mesma...

QUERO IR EMBORAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!! Quero ir morar pelo mundo, sentir e viver tudo que pode ser sentido e vivido!!! Essa coisa desses conflitos internos idiotas e medíocres que tenho passado, essas dúvidas estúpidas estão me enchendo, e muito. Coisa de criança, paty, fresca "aahhh o que eu faço?? Como eu ajo com ele?? Conquisto ou fujo?? Ooohhh IDIOTA!!!" Lê, você não passa de uma idiota medíocre que acha que tem problemas e que "precisa de ajuda". O que vc precisa é acordar pra vida. Sair da mesmisse e da mesquinhez desse povo estúpido que te cerca.

Nossa, fiquei louca mesmo, conversando comigo mesma até no blog...

Mas é verdade, o que mais me incomoda é essa vontade enorme de viver, de fazer coisas e não poder por estar acorrentada nessa vida pequena, nessas pessoas pequenas, nesse emprego estúpido.

Eu posso mais, eu quero mais eu quero de novo Paris, Roma, NY, San Francisco, quero Tailândia, Grécia, Rússia, Índia, Hawaii, Nova Zelândia, África do Sul e todos os outros lugares do mundo. EU QUERO RODAR O MUNDO!!!!! Aprendendo, vivendo, curtindo...

** Update: 2 amigos meus me convenceram ontem à noite de que no fim o teletransporte só iria trazer coisas ruins... Além de acabar com a graça das coisas já que ficaria tudo muito fácil... Mas, aahhh que eu queria estar em qualquer outro lugar agora, isso eu queria!!

terça-feira, 18 de março de 2008

Desabafo contra a ignorância

De uma conversa com uma amiga minha surgiu a curiosidade do real significado da música do Tom "Águas de Março". Para mim era uma super metáfora de alguma outra coisa. E no fim é "apenas" o fim de um ciclo, um recomeço, e a necessidade das "águas" para começar tudo de novo.

Descobri tudo isso no site da TV cultura (http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/poesias/tomjobim_aguasdemarco.htm). E continuando a fuçar descobri também a explicação para "Roda Viva" do Chico (http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/poesias/chicobuarquedehollanda_rodaviva.htm) que me fez pensar que por pior que tenha sido a ditadura e por mais que ela tenha cortado toda a liberdade de expressão artística, no fim ela trouxe muitas coisas boas. Era preciso usar mais a cabeça, a criatividade para dizer o que precisava ser dito e passar na censura. Era preciso florear, parecer ingênuo quando na verdade era um "tapa na cara" dos responsáveis ou quando estava se falando das barbaridades e dos sofrimentos. Com isso a música ganhou qualidade poética.

Aí você compara com hoje, que existe a liberdade de expressão e fica triste. Por ver que o "créu" é a música mais baixada pela população.

Não estou aqui para condenar funks, pagodes, axés, etc. Até porque, para dançar até que é divertido. Já fui muito em lugares com essas músicas. Mas não estou falando disso, estou falando da cultura, da poesia. Coisas que morreram. Hoje é tudo "na lata", não se diz mais metáforas e poesias, não se diz mais "o amor é lindo" e sim "quero sexo". Não se falam mais de flores quando querem se referir à situação político-social brasileira. Vou ainda mais longe e digo aqui que simplesmente NÃO se fala mais da situação brasileira. No máximo você escuta alguns raps ou até funks falando da péssima situação nas favelas. Mas essas músicas (talvez infelizmente) não são levadas a sério, não geram uma consciêntização. As poucas pessoas que percebem e que tentar fazer alguma coisa não são levadas a sério, não são ouvidas e na maioria das vezes nem compreendidas... São como os funcionários da censura...

Enquanto isso vê-se a "favorita" a ganhar o BBB, que escreve "Hontem" (tô esperando que o dia seguinte será "oje" haha) e que fala "que a gente somos" e ninguém questiona o nível de escolaridade?? Ou gramatical?? Não pode isso, o brasileiro hoje transforma em ídolos pessoas que escrevem coisas assim:

"gente para participar de reality show como esse sabe que a realidade aqui nao e facil;eu sempre na minha vida vive uma realidade assim,e sempre encarei de frente sem ultrapassar o outros e sem medo do qui vier e nao vai ser agora que eu vou tremer na base…eu estou confiente que tem muita gente ai fora que me ama que estar de bracos abertos me esperando sair dessa ventura"

"oi como vai vcs eu preciso saber das suas vidas?rsrsrsrsgente imagina paulo ricricardo hontem aqui na casa nao teve como nao me emocionar sou fa desde de pequena dele,uma pessoas contagiante que mostra muita energias boas.fique muito feliz de ter lo conhecido.olha estamos na ultima semana e estou firme,forte,confiente como no comeco desde que cheguei p essa aventura"

E nos meus passeios pela web (tudo bem que andam cada vez menores) não vejo ninguém falando disso!! O que aconteceu, ser burro agora é aceitável? Tudo bem que existem pessoas com capacidades maiores e menores. Mas se vai estar lá na TV, na frente de milhões de telespectadores, crianças inclusive, servindo de exemplo e em horário nobre o  mínimo exigido deveria ser o português básico. Não precisa saber fazer ou interpretar metáforas mas escrever...

Cadê a valorização do conhecimento, da cultura??

Como podemos exigir isso da população se seus ídolos são assim, se as músicas são burras e às vezes até sem concordância e, principalmente (agora sim vou cutucar a ferida), se o próprio presidente fala "a gente somos" e não tem um mínimo de conhecimento da própria língua??

É uma vergonha.

É uma tristeza.


terça-feira, 4 de março de 2008

Coisas

Eu sempre fico pensando "ah, quando eu chegar em casa vou fazer isso e aquilo. Nesse fds vou aproveitar para..." e acaba que o tempo vai passando, passando e eu nunca em casa e quando em casa ou dormindo ou na TV ou no computador... Nas noites de insônia na cama com o livro... Mas o que eu tinha planejado acabo não fazendo!

Hoje me deparei com esse texto (copiado das garotas que dizem ni http://garotasquedizemni.ig.com.br/archives/002337.php#more)

"12 coisas para fazer sem computador ou televisão...
... e, quem sabe, reinventar a rotina.
1. Tomar banho à luz de velas
Aproveite para acompanhar a ducha com uma música bem climão. Sugiro
“Take Yo Praise”, de Camille Yarbrough, ou “There’s an End”, do Greenhornes.

2. Se olhar no espelho
Como diz o REM em “At My Most Beautiful”, conte seus cílios. Olhe as pintinhas. Faça caretas. E tranque a porta, para ninguém achar que você ficou pinel.

3. Desenhar
Nem todo mundo sabe fazer bem, mas garanto que não há quem não goste de pintar rios, árvores, bichinhos ou mandalas com giz ou lápis de cor (mesmo que eles não se pareçam com rios, árvores, bichinhos ou mandalas, dependendo da sua habilidade).

4. Dançar
Aproveita o climão que a Camille criou no banho e saia dançando. Pelado ou vestido. Rápido ou devagar. Com uma colher de pau para dublar ou só curtindo. Parece coisa de gente louca, e talvez seja, mas é tão libertador!

5. Olhar as figuras do piso, da parede ou do teto
Aqui em casa tem várias planárias no piso de taco antigo e uma asa de siriri impressa na bancada de madeira do computador. Na sua casa deve ter um monte de coisas também.

6. Confessar
Esqueça o padre. O melhor deste item é confessar alguma coisa para você mesmo, tipo “ok, eu sinto prazer em atormentar meu irmão” ou “tá, eu comi aquele chocolate de gula”.

7. Escrever uma carta
Se você ainda tem aquela pasta de papéis de carta guardada, melhor ainda: sugiro usá-los todos, sem dó, antes que as traças comam.

8. Ler na cama fazendo cabaninha com lanterna
Sabe aquela cena tradicional de filme com criancinhas de orfanato, quando a instituição apaga as luzes e resta aos pobres improvisar para continuar a leitura sem bronca? Tenho a maior vontade. Mas preciso comprar uma lanterna.

9. Dar alguma coisa de que você goste muito
Doar roupas velhas é fácil. Agora, quero ver se desfazer da bolsa linda que sua colega acha o máximo ou da blusa nova que serve direitinho na sua irmã.

10. Fazer uma coisa maluca
Tipo tocar no apartamento do vizinho e se convidar para jantar porque o cheiro estava muito bom. E depois mandar flores e um cartão agradecendo.

11. Fazer uma coisa chata
Pega o telefone a-go-ra e marca aquela consulta que você tá enrolando para ir há tempos.

12. Andar até encontrar...
... uma flor vermelha. Uma criança de boné. Um cachorro caramelo. Uma mulher de bobs na cabeça. Você escolhe.

"

E resolvi fazer a minha versão das coisas que devo fazer ao invéz de ligar a tv (que só me irrita por que nunca tem nada bom) ou o computador (sempre esperando que venham falar comigo no msn ou que deixem um recado no orkut mas ninguém nunca vêm...)

Nos dias de sol:
* passear no parque (com direito a água de coco observando o movimento depois)
* andar pela rua, devagar, obeservando a vizinhança (que nunca mais olhei pois passo sempre correndo de carro, prestando atenção na rua e não nas casas e pessoas)

* arrumar as gavetas que estão entulhadas de coisas velhas
* fazer uma limpa nas roupas (é incrível, mas eu realmente me divirto quando faço essas coisas, sozinha, no meu canto, com as minhas músicas. Praticamente uma terapia)

* sentar na sombra da árvore do meu quintal e ficar lendo com o Pingo (meu dog) do lado
* pegar o carro e ir até a praia num bate-e-volta louco!
* tomar sol no quintal de casa
* chamar os amigos e fazer um churrasquinho
*

Nos dias de chuva:
* ver os filmes da lista (sempre esqueço de passar na locadora ou me dá preguiça)
* gravar um CD com as minhas músicas favoritas
*

Todos os dias
* desenvolver ainda mais a minha mania de ficar olhando pela janela de casa
* As 12 coisas da lista acima que são o máximo!!

Acho que pra eu fazer tudo isso preciso mesmo ter o meu cantinho... Pra poder fazer tudo o que eu quero, sem ninguém interrompendo, reclamando ou pedindo pra fazer outras coisas... Pra ter mais motivação...

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Urucubaca

Não sei o que está acontecendo comigo, mas tá dando tuuudo errado!!! mesmo que eu mantenha meu pensamento positivo as coisas tão "degringolando"...

Não sei mais o que fazer...

Só pra vcs terem uma idéia:
* Meu celular pifou de vez, fica acendendo, piscando e aparecendo números e símbolos na tela sem eu tocar nele... e quando tento fazer alguma coisa os botões travam....
* No meu trabalho o excel brigou comigo, criou vida própria e só mostra o resultado das fórmulas quando bem entende....
* Meus amigos vão se afastando cada vez mais... Vou achando cada vez mais chatos...
* Minha prima continua desanimada
* Minha outra prima continua indo em festas estranhas com gente esquisita
* Meus pais voltaram da viagem, depois de 56 dias de paz em casa... e já tão enchendo o saco...
* O único que me quer é chato, burro e eu não sinto nada por ele...
* eu tô carente
* eu tô surtando
* Tive ataque de gastrite/refluxo, vomitei a noite inteira
* e no dia seguinte desmaiei no trabalho
* dia sim e outro também eu surto, choro, grito, me isolo ou algo estranho eu faço...

Não sei, não sei... doenças físicas, doenças psicológicas, solidão, lágrimas, ódio no meucoração e saco cheio de tantas coisas... não quero mais isso...

Quero MUITO, MUITO, MUITO mesmo ser feliz de novo... me divertir com as coisas pequenas, com tudo... quero muito, muito confiar nas pessoas, gostar das pessoas e conseguir sociabilizar... quero muito, muito, muito parar de chorar... quero achar de novo o objetivo de viver... quero muito que as idéias de me matar saiam da minha cabeça... quero gostar de viver de novo... quero ser feliz... quero ter um objetivo... quero ter fome de novo... quero ter vontade de viver... quero ter companias legais e, principalmente, quero MUITO, MUITO, MUITO parar de surtar e de pirar...

Saudades de quem eu era...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Músicas

Estou estressada, quase matando um quando começa uma música, uma simples música que é capaz de mudar os meus sentimentos. Coloco os dois fones no ouvido (normalmente fico só com um), abaixo um pouco a cabeça, para disfarçar os olhos fechados. Por apenas 5 segundos consigo me transportar para outro lugar, outro momento e volto mais leve.

Porém, ao abrir novamente os olhos levo um tapa da realidade. Bom, faz parte, a realidade é sempre muito dura com a gente.

O que me faz lembrar o filme que vi domingo, Don Juan de Marco (velho eu sei, desenterrei eu sei, mas não deixa de ser bom) em que a parte que eu mais gosto é quando ele fala sobre as diferentes realidades. Que ele prefere acreditar na dele, por ser mais leve, mais feliz. Eu também prefiro acreditar.

Os diálogos dos filmes antigos eram tão bons. Todas as coisas ditas nos tocam mais profundamente. Hoje em dia é só futilidade e superficialidades.. Divertem, claro, mas gosto mais dos antigos com suas mensagens.

Voltando à música, afinal, este era um post pra ser escrito sobre músicas e seus poderes. Falamos já das que me dão a capacidade de relaxar e ir para longe do trabalho (como All Saints - Pure Shores por exemplo). Existem também aquelas que me animam, que trazem uma felicidade inexplicável de dentro (como Red Carpet - All Right), essas eu tenho que ouvir com moderação para não ter uma overdose, não enjoar o que faria que ela trouxesse uma outra sensação, de nojo. De "argh" (como Gnarls Barkley - ) que foi minha trilha sonora nos dias em LA e que me lembravam coisas boas, me animava mas ouvi tanto que hoje quando começa o primeiro acorde eu mudo rápido de música.

Tem também as que me irritam, as que são barulhentas de mais, como qualquer uma gritada ou... Ou... Putz, não sei explicar.. Mas algo como Iron e coisas assim...

Tem as que me trazem paz, que uso como trilha quando quero rezar, como Enya e músicas clássicas.

Tem as que agem em mim como aquele filme "Um Morto Muito Louco", que involuntariamente eu tenho vontade de sair dançando... E as que me dão vontade de de tirar a roupa (hihihi), tipo Candyshop do 50cent... E as que me fazem sonhar com um namorado pra dançar juntinho depois de um jantar a luz de velas (nada como um bom jazzinho clássico pra isso).

Além das que me lembram pessoas, como sambinhas que me lembram churrascos de domingo com a familia reunida e meu vô tocando na caixinha de fósforos... Blues que lembram meus pais e Mano Chao não tem como não lembrar do meu irmão... Tem as músicas que me fazem lembrar das amigas e das bagunças juntas como "Open Your Eyes" do Snow Patrol que me lembra a Dani e o ano novo em Floripa... Tem forró que lembra a Nie e seus convites pra baladas estranhas (hehehe) assim como Maria Rita me lembra a Si e nossos papos cabeça e Kaskade não tem como lembrar das super baladas com a Lela...

E cada uma dessas memórias me trazem sentimentos bons. Música me faz bem, consigo mandar a depressão embora e pensar em coisas felizes!! Mas, claro, pros momentos ruins sempre tenho o CD do filme "Cidade dos Anjos" pra eu chorar e cantar junto até lavar a alma e estar pronta pra escutar coisas mais alegres.

Não vivo sem música. É meu remédio, é meu vício, é a minha cura!! Principalmente quando posso cantar e dançar até o stress e a depressão irem embora!!!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Addiction

Tive praticamente uma overdose de balada e de música eletrônica nestes últimos dias. Pensei que descansaria, principalmente por que não gosto das baladas aqui de Curitiba.

Mas estava enganada. Estava trabalhando, com todas as minhas músicas no MediaPlayer tocando aleatoriamente e começaram umas animadinhas.. Quando vi estava quase dançando na cadeira.

Uma vontade imensaaa de dançar, de relaxar, de curtir!!

Ou seja, sou addicted to house/eletronic/hip hop music!! Addicted to dancing!! Addicted to baladas!! É bem como alcoólatras, não pode dar o primeiro gole que volta tudo... Esqueço o estress das guriazinhas que acham que são melhores e empurram, esqueço dos chatos com suas cantadas baratas e esqueço dos copos gelados nas minhas costas, do calor, da dor no pé... E só lembro de dançar, de jogar o estress pra fora...

Como diria a Rihanna (muito bem lembrada pela minha amiga, a única que lê isso aqui e comenta... Hehe):
"It's gettin’ late
I'm making my way over to my favorite place
I gotta get my body moving shake the stress away

(...)
Please don't stop the
Please don't stop the
Please don't stop the music"

Aiiii como resolvo esse dilema?? Como achar paciência e compania pras baladas daqui??