terça-feira, 18 de novembro de 2008

Textos inacabados

Fui olhar nos meus drafts agora, achei 58 emails inacabados. Destes, alguns são de sites que salvei pra entrar depois, outros poucos são emails de trabalho começados e muitos são posts. Posts parados no meio. Posts onde acabou a coragem ou a vontade de postar ou de continuar a escrever. Espero que eu não faça isso na vida real também... Quero e vou acabar tudo o que começar!!

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Adoro o silêncio da madrugada. especialmente das segundas-feiras... O mundo parece que para. Já passa da uma hora da manhã, não se escuta um carro, um cão, um pio, nada. Somente as folhas das árvores balançando com o vento que anuncia a chuva. Não consigo dormir embora esteja com sono, gastrite voltou, pensamentos diversos, mente conturbada, girar para todos os lados... Ligo o som, bem baixinho, olho pro teto, fico pensando na vida. Como as coisas mudam, como as coisas vão, voltam, giram, rodopiam na minha frente, como um salão de bailes. Começo a ver minha mudança, minha evolução, meu passado seco, sério, doído, meus sonhos todos vão passando, acenando, sorrindo e parando ao meu lado, pois todos estão aos poucos virando realidades. Vou percebendo os pedaços da minha personalidade chegando também, a tímida, a extrovertida, a quieta, a barulhenta, a louca, a esperta, a culta, a fútil. A única que não chega é a real, essa eu não conheço ainda e é o resultado de uma mistura bem equilibrada das outras... E vou me perdendo nesta busca do passado, do futuro, da existência, de mim. As figuras vão ficando turvas, vão se confundindo, se misturando e eu finalmente adormeço.

Ao acordar tenho lembranças leves da festa que participei, uma celebração, de uma nova fase de muitas que ainda estão por vir. Mesmo frio e chovendo estou leve, estou segura, estou feliz mesmo triste.

Agora, bem acordada as imagens todas já sumiram como núvens após longos dias chuvosos. E lembro da tristeza, da antecipação que eu não canso de ocultar. Devia pensar sobre isso? Devia me deixar sentir e sofrer? Se sim, só para mim ou deveria compartilhar? Não sei... Enquanto não encontro a resposta vou fingindo que está tudo bem...

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Doce Solidão

Marcelo Camelo

Posso estar só
Mas, sou de todo mundo
Por eu ser só um
Ah, nem! Ah, não! Ah, nem dá!
Solidão, foge que eu te encontro
Que eu já tenho asa
Isso lá é bom, doce solidão?



segunda-feira, 17 de novembro de 2008

as coisas que que eu tentava fazer quando criança e não conseguia e que agora como adulta CONTINUO não conseguindo

**** post publicado originalmente no http://papodegurias.zip.net/ ****
Inspirada pela Japa (post anterior) e pelas inúmeras tirações de sarro da minha cara pela galera resolvi fazer esse texto sobre: as coisas que que eu tentava fazer quando criança e não conseguia direito e que agora como adulta CONTINUO não conseguindo.

Tenho muitas inabilidades natas... As primeiras e mais traumáticas são as mais simples. Como por exemplo não conseguir virar estrela. O pior de tudo é que minha mãe (com todo o "tamanhão" dela, já que toda criança vê os adultos como gigantes e hoje ela é menor do que eu) conseguia... Agora, com meus 1,73m e mais travada que uma pedra que eu não consigo mesmo!!

Seguindo na linha "brincadeiras infantis" lembro que meu sonho era ter um pogobol. Um dia fui numa festinha e vi um num canto dando sopa. Corri, peguei, coloquei um pé nele, o segundo, começei a pular, um, dois, na terceira tentativa de quicar eu consegui! Consegui quicar o queixo no chão.... Hoje, por sorte, nem existem mais os damn pogobols, por que se eu já caio de madura andando de tênis na rua, me espatifaria no chão na primeira tentativa no pogobol.

Nessa linha "esportes" me lembro dos jogos de futebol, basquete, volei... Qualquer esporte que envolvesse bolas (exceto caçador) eu era uma negação! Sempre a última a ser escolhida pro time. Mas eu entendo, eu era ruim mesmo. Hoje sou ainda pior, não consigo nem taca bolinhas de papel em alguém 2m na minha frente.

Ouço pessoas comentando de como se empanturraram alguma vez na vida de guloseimas. Cada um tem uma história, seja de colocar um pacote inteiro de mini-chicletes (aqueles do sorriso) na boca, seja ver qual o máximo de balinhas de maçã-verde que conseguiam chupar ao mesmo tempo, seja virar um pode de calda de chocolate na boca, um pacote inteiro de cheetos numa tacada só com muita coca (ops, esse eu consigo agora, não vale)... Mas no mais, nada disso eu consigo ainda! Muito chicletes (a partir de 1 babalu) me dá enjoo, aquela coisa estranha na boca, ecats... Coisas de mais, muito doces me dão uma sensação estranha... Igual mingau! Esqueci de comentar, mas também nunca consegui comer mingau... Nem tomar leite...

Meu sonho é um dia comer um pote de sorvete de colher vendo filme. Acho que ainda não conseguiria, por ser muito doce...

Naquela época algumas dessas coisas eu não conseguia por inabilidade, por enjôo, mas muitas por que me eram proibidas. O que me lembra a televisão. Nunca assisti um final de filme da Sessão da Tarde. Tinha que desligar a TV na última parte por que minha mãe chegava do trabalho e eu tinha que estar estudando, e não vendo televisão... E hoje em dia ou durmo antes do fim do filme ou esqueço o fim no momento seguinte, então continuo sem saber o final dos filmes!!

Muitas coisas típicas de infância não tive e não consigo ter ainda hoje. Mas não tive uma infância triste não!! Me diverti muito fazendo coisas que agora não consigo mais (subir em árvores, andar muito de bicicleta sem cansar, correr, pular corda e elástico, e mesmo ver metade dos filmes eu adorava!!

A nossa capacidade não é assim tão infinita quanto pensamos. Por exemplo, nunca conseguirei virar estrela e aceito isso... Em compensação aprendi a beijar na boca... Bem melhor e mais útil do que virar estrela!! E assim vai a vida, se complementando, agregando habilidades e conhecimentos, mesmo que limitados!! =)







terça-feira, 11 de novembro de 2008

Terapia


Hoje não tenho mais vergonha de assumir. Faço terapia sim. E acho que todo mundo deveria fazer!!

Começei no início do ano. Eu estava em crise, depressiva, bem no fundo do poço. Achei que seria só para isso, para este momento da minha vida, que seria passageiro.

Mas a crise passou e eu continuo. E cada vez mais descubro novas coisas e vou trabalhando, melhorando, percebendo coisas incríveis (e estúpidas também) ao meu respeito.

Quando chego num impasse, quando me deparo com situações que me deixam nervosa, angustiada e vou lá e coloco tudo isso no sofá ela consegue me fazer organizar, perceber e me acalmar. Consigo encarar a vida de outra maneira agora, viver mais leve, mais feliz, mais segura e consciente.

Ainda tenho muito o que fazer, muitos traumas a superar, muitas emoções para encontrar e sentimentos para sentir. Mas é tão bom perceber que se está no caminho certo.

Só sei que terapia é bom, eu recomendo!! E não só para "louquinhos" ou "gente estranha". Todo mundo deveria fazer, como uma maneira de auto-conhecimento, para sempre trabalhar a si mesmo e melhorar. Afinal, é esse o objetivo da vida aqui, não?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Merde

Bloquearam tudo de novo... Nada terminado em .blogspot.com eu posso ler... Já não podia comentar, agora nem ler?! Absurdo...

Me sinto uma orfã...

Tantos textos, tantas histórias, tantos conhecimentos animavam e faziam meu dia passar mais fácil...

Continuarei postanto, faz tempo que faço isso por email pois não conseguia logar pra postar (por causa do bloqueio), mas é triste... Não posso ver meu trabalho pronto, não posso mais nada.

Um minuto de silêncio, por favor!

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Pronto, agora continuamos com a nossa programação normal.

Mais ou menos normal, nunca falei de política aqui. Acho que é um assunto meio polêmico e que não adianta discutir. Assim como futebol. O cara realmente acha que o outro vai mudar de time só por que ele tá tentando convencer?

Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que eu NUNCA votei e nunca votaria no Lula e hoje ainda digo pra quem votou: "eu te disse, eu te disse"… Só pra não acharem que sou petista e por isso o parágrafo abaixo….

Anyway, fiquei bem feliz com a vitória do Obama! Sei que o McCain tinha propostas melhores que envolviam (beneficiando) a América do Sul, mas acho que o mundo precisa de uma visão global, uma igualdade maior, um preconceito menor e tudo isso junto misturando diminuindo as guerras. E ele trás isso, creio eu. Sem contar que eu vou com a cara dele… hahaha!! Espero que na hora do "vamô vê" ele faça tudo direitinho. Boa sorte Obama!! =) Meu futuro presidente!! Viva!!! Viva a igualdade, a diversidade, a oportunidade para todos e principalmente viva a esperança de dias melhores!!!

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Meu amiguinho real descobriu esse blog aqui, que nunca foi divulgado! Então, aproveitando:

1) BEM VINDO!!!!
2) PARABÉNSSS!!!! (hoje é niver dele... hahaha)

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Strong Enough, versão (por que não sei a autoria real) da Sheryl Crow

God, I feel like hell tonight
Tears of rage I cannot fight
Id be the last to help you understand
Are you strong enough to be my man?

Nothing's true and nothing's right
So let me be alone tonight
Cause you can't change the way I am
Are you strong enough to be my man?

Lie to me
I promise I'll believe
Lie to me
But please don't leave

I have a face I cannot show
I make the rules up as I go
It's try and love me if you can
Are you strong enough to be my man?

When I've shown you that I just don't care
When I'm throwing punches in the air
When I'm broken down and I can't stand
Will you be strong enough to be my man?

Lie to me
I promise Ill believe
Lie to me
But please dont leave

Aleatoriedades


Outro dia tive um sonho bizarro. Tudo bem, todos os poucos sonhos que eu lembro são bizarros, tem começo, meio, fim, história completa... Mas mudos e preto e brancos... Verdade que todo o resto do mundo sonha colorido??

Bom, isso não vem ao caso. Sonhei com o John Mayer, e eu nem sou tão fã dele nem acho ele bonito nem nada. Curto o som dele sim, e a voz, huummm... Hahaha mas nem lembro muito da existência dele. Só sei que no sonho ele aparecia, me deu uma blusa de presente e queria que eu saísse com ele!! O que me levou a baixar mais algumas músicas dele. E no dia seguinte (de novo a sincronicidade), escutando a Lumen, tava tendo um especial de 1hr dele!! Escutei a Belief e me apaixonei...

Uma coisa leva à outra, era disso que eu queria escrever. Mas que coisa, de novo o mesmo assunto?? Vou pras aleatoriedades então...

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Tava vendo a desciclopédia, é muito bom aquilo!! Haha Tava lendo de Curitiba, minha cidade, bem real... Ou não... Hehe

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É fato: não consigo mais trabalhar.

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Are you strong enought to be my man?

Quero ver se você tem atitude, se vai me encarar!

Não tem, né... Tá loco!!

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Devia estar feliz que apresentei o TCC do MBA ontem, não? Mas nem tô. Não fez diferença... Um carro popular jogado no lixo.... Merda.

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Vou ali, já volto!!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Volta, concentração, volta!!

O que fazer quando a concentração simplesmente acaba??

Não consigo me concentrar pra escrever, nem pra trabalhar, nem pra le, nem pra limpar meus emails!!! Fico divagando...

Argh.... E o trabalho acumulando... Queria estar bem loooonge fazendo algo bem legal!!

Posso ir embora??

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Morte

Hoje fui no enterro do irmão da minha vó. E ela falou assim: "mais um que se vai". E eu fiquei pensando em como é a vida. Ao olhar a viúva chorando me deu um aperto. Eu não sinto tristeza pela morte, sou espírita, sei como as coisas acontecem e inclusive acredito que aqui estando estamos mortos. Que a vida é no outro plano e o que mais me "acalma" é saber que na verdade somos todos imortais. Portanto, não fico triste em enterros "per se" e sim pelas pessoas que ficam, pelo vazio, pela saudade. Isso também me lembra que eu indo embora é quase como se eu estivesse morrendo. As coisas que preciso fechar e resolver aqui são como isso e o fato de estar longe e da saudades também. Mas também não é disso que eu quero falar.

Fiquei pensando ao olhar a viúva do vazio que ela sentirá quando chegar em casa. Depois de mais de 50 anos juntos, a vida compartilhada, todas as mudanças de personalidades, os problemas, as alegrias, as pequenas manias, os filhos, os netos tudo construido junto. E agora ela chegará em casa e estará sozinha. Será que me afasto tanto de todos por causa do medo do fim, de ficar sozinha? Melhor se acostumar a estar sozinha sempre. Sim, eu sei que não. Mas inconscientemente, será melhor nunca ter tido ou sentir a imensa falta depois?

É paradoxal, eu detesto estar sozinha mas ao mesmo tempo faço de tudo para estar o mais sozinha possível.

Depois disso fiquei pensando em coisas que tenho ouvido de pessoas mais velhas, inclusive de pessoas que trabalharam muito a vida inteira, chegando tarde em casa e tudo que a vida de um alto executivo envolve. Ouço que o que vale o que importa mesmo na vida são as relações criadas.

Por mais batido que tudo isso seja, é interessante perceber que coisas batidas são verdades. E não estou aqui falando do materialismo pois isso é obvio, mas sim das decisões e preocupações da vida. Que essas coisas não importam e sim aprender a se relacionar o melhor possível com todas as pessoas. Não necessariamente ter amigos, mas não ter inimigos. Criar laços, aprender com as pessoas e todas as suas diferenças.

Ando com medo de morrer e não ter feito o que devia e não ter aproveitado o que e como devia. Não os momentos rápidos, a tal da "felicidade vertical" e sim a "felicidade horizontal" que não é feita das coisas pequenas e sim da vida "vivida", aproveitada, de acordo com o seu jeito, a sua moral, os seus valores.

Me preocupo tanto em fazer as coisas certas mas isso não importa! O que importa é aprender, viver, errar. Minha prima me falou na sexta: "você tem que lembrar que as pessoas esquecem e viver assim", pois é, sem medo dos micos e das bolas foras, sem medo da morte, sem medo de errar!

Por que o que sobra da vida são os relacionamentos e seus aprendizados. Não quero morrer sozinha.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Primavera?

Vê se muito por aí, desde que institui-se as 4 estações (e até antes delas serem nomeadas) que a primavera é quando o mundo começa a acordar. As flores delicadamente começam a brotar, os animais vão nascendo, saindo das suas tocas, o verde volta a tomar conta das árvores, a vida surge forte em todos os cantos. E claro, o início da vida é o amor, são os romances, os casais se formando para dar continuidade às suas espécies.

Na vida moderna o "sair da toca" e encurtar as roupas, bermudas e camisetas para os caras, saias, blusinhas e sandálias para as meninas. O ânimo retoma, a vontade de sair viver a vida, ver o mundo aumenta. As possibilidades de diverção também. Pode-se ir passear num parque e não só ficar embaixo das cobertas. Têm-se o mundo nas mãos, um mundo de possibilidades, de coisas novas.

Sou contra essa coisa de ano-novo no dia 01/01. Eu acho que deveria ser ou no dia do aniversário de cada um (sim, começa um novo ano individual!) ou então no dia 23/09, no ínicio da primavera, no início da vida! Mas eu não mando nada, né?

Aí fico pensando como as coisas estão erradas. Quase outubro e faz 10ºC aqui em Curitiba. Todo mundo ainda com suas roupas escuras, sem graça, todos ainda com as caras fechadas com o típico mau-humor que abraça as pessoas nesses dias cinzas, gélidos.

Mas isso não me impede de sonhar. Gosto da primavera, meu lado romântico sonha com flores, beijos, paixonites... Aahh as oportunidades... Tomara que a vida floresca para todos!! =)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Os EUA e meu rico dinheirinho


No fim do ano passado meu pai venceu uma luta de 3 anos contra a minha pessoa. Eu me recusava a aplicar uma porcentagem das minhas pequenas economias na Bolsa de Valores e ele insistia que eu tinha que diversificar, que era uma ótima opção para longo prazo, essa balela toda.

Pois bem, pensei e repensei e cheguei a conclusão que tudo bem, uns míseros contos de réis aplicados na Petrobrás e na Vale para ter retorno em 10 anos (esse é o meu longo prazo, quase eterno prazo) não me fariam mal. Desde que o ano virou eu mais perdi do que ganhei. E agora pra culminar vem essa crise nos EUA!! Daqui a pouco vou estar devendo pra Vale e pra Petrobrás.... Além disso, o dólar subindo feito louco vai deixar meu novo notebook caro de mais (só reza brava pra taxa de câmbio baixar no dia do fechamento da fatura) e o pior de tudo, meu salário ano que vem não vai valer nada...

Lembro quando eu era pequena e minha familia tinha uns amigos americanos e eu achava o máximo que eles "ganhavam em dólar" (assim como eu achava um máximo crianças alemãs (da Alemanha mesmo, não descendentes, ou de qualquer país com língua estranha) que falam alemão haha). Era uma moeda super forte! Aí veio o Real que fez o dolar não valer mais taaaanto assim, não ser mais tãããooo legal assim, principalmente depois de Janeiro de 99 que o preço dele pulou pras alturas.

Nesse meio tempo, nesses 10 anos, surgiu o Euro que vai desbancando cada vez mais a pobre da verdinha... E nesses últimos 10 dias eu vou precisando mais e mais que a pobre da verdinha saia da UTI, se recupere... Sim, estou indo embora, logo, mas não tão logo. E só se o dólar se recuperar poderei receber visitas... E só se eles não quebrarem, só se os preços das coisas e das passagem não forem às alturas é que poderei voltar aqui visitar o pessoal... Aff, triste, medo! Vou me meter no olho do furacão!! Ainda bem que quebrados ou não todo mundo precisa de comida, né?!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Da inconstância do tempo


Só uma observação. Voltei do almoço, trabalhei um monteeee, escrevi o post aí de baixo, trabalhaei mais um monteeeee daí olhei no relógio e já eram 14:55!! Fiquei feliz com o tempo passando rápido.

Tomei um café, resolvi mais uns 2 pepinos, respondi uns emails, li 2 textos em 2 blogs, olho no relógio e são 15:34!! Por que passou tão rápido antes e tão devagar agora??

Pensando nisso lembrei que estamos quase no fim do ano... Tenho que começar minhas compras de natal... Hahaha

Tá, tá, vou voltar a trabalhar agora... Mas um dia entendo a dinâmica do tempo, por que ele engana tanto... Certeza que tem um duende que fica zoando com os relógios das pessoas, ninguém me engana!!

Blindness

Dia desses, essa semana (minha precária memória não me permite lembrar o dia certo...) fiu ver "Ensaio sobre a Cegueira" (ou Blindness para os americanizados).

(pra quem não sabe, é o filme do livro "Ensaio sobre a Cegueira" do Saramago, excelente escritor Português e um excelente livro! A história e a maneira de escrever me cativaram... Excelente!!!!)

Menos frustante do que eu havia imaginado mas ainda não chega aos pés do livro. Conta a história, mas tira toda a profundidade, todo o "peso" do livro. Tem uma cena que lendo eu quase vomitei (pois é, são poucos, mas alguns livros me fazem viver realmente a cena e sentir as coisas) e que fiquei mais "argh" de antecipação, quando a fatídica cena acontece no filme não é tão grave, nem tão "séria".

O filme, amenizado, tirou todo o questionamento que fica depois. Quando eu li o livro passei dias discutindo com amigos que tinham lido também sobre a natureza humana, o resultado, os porquês. Saí do filme pensando se ia tomar um café ou comer no mc...

Aí eu me questiono, é realmente melhor ler o livro antes de ver os filmes como eu pensava? Ou vale mais a pena curtir o filme e ler os livros depois? Claro, minha cultura e meu lado "tradicionalista" diz que o simples fato de eu cogitar isso já é absurdamente ridículo! Mas o meu lado mais pragmático me  diz que filme é para divertir, para nos tirar da realidade um pouco, trazer coisas diferentes. E todas as vezes que vou ver um filme baseado num livro que eu li sinto que estou rasgando $$ e perdendo tempo. Agora, se eu visse o filme antes, me divertiria, acharia bom. Mas daí o livro perderia a graça, certo? A imaginação, os detalhes, não seriam da minha cabeça, e sim do diretor do filme!

Ah, não gostei disso, quero as minhas idéias! Acho que vou é abolir os filmes baseados em livros que eu gostei! Harry Potter em carne e osso nunca mais!!! Hahaha =P

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Insultos

Antes de começar o texto quero deixar claro que eu leio de tudo. Toda manhã abro no mínimo 2 páginas de jornais/notícias. E em uma delas eu dou uma fuçada nas fofocas (ninguém é de ferro).

Mas últimamente tenho me irritado de mais com o insulto à inteligencia da humanidade.

Hoje por exemplo tinha uma reportagem chamada da capa dizendo: "Karina Bacchi janta com novo namorado no Rio". Ah, vá! Não diga que pessoas que namoram jantam?? Vá dizer que teve alguém que foi jantar com amigos também??? Aahhh não pode... Que absurdo!! Hahaha

Fala sério, né, gente, não preciso saber disso. Que diferença vai fazer na minha vida?? Gosto de ver as fotos, ver as roupas, as novas modas e as histórias engraçadas. Mas não preciso saber detalhes do dia a dia das pessoas. É tão monótono e rotineiro quanto o de qualquer pessoa. Mas a maneira como é divulgado faz as pessoas não famosas sonharem com um mundo de glamour e tal que não é tão legal e tão "uhuul" e diferente assim. Tem tpms, jantares simples com amigos, compras de mercado, idas ao banheiro!!! E não precisa mostrar tudo isso.

Alguém pode me dar fofocas melhores?? Hahaha

PS, nada a ver com o assunto.: Fico muito feliz com alguns comentários que tenho recebido aqui!! Não divulgo o blog, tenho meus "favoritos" ali do lado que eu leio sempreee, e fico muito feliz mesmo vendo pessoas chegando aqui sem eu ter feito propaganda!! Haha =) Normalmente eu posto por email, por que o acesso é bloqueado aqui... Bem como os comentários são bloqueados, por isso não respondo os recadinhos nem comento nos blogs de vocês... Só consigo ler os blogs (pelo menos!!)... Anyway, obrigada!! =) hehe

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Nota de falecimento

Feriadinho repleto de decisões muito, extremamente difíceis.

Quem sou eu para decidir se alguém vive ou morre? Quem sou eu para "brincar de Deus"? Peso na consciência... Racionalmente eu saiba que era o melhor, que ele morreria de qualquer maneira durante a noite ou nos próximos poucos dias de dor ou desidratação. Mas não ameniza a minha dor saber disso.

15 anos atrás, lembro muito bem de irmos no Honjo num domingo de manhã onde tinha uma feira semanal de animaizinhos para venda e/ou doação. Lembro de rodar a quadra toda (o que para mim, uma pequena criança de 10 aninhos, parecia o paraíso e enooorme) e bater de cara com ele. Amei já de cara. Mas olhamos todos os outros vendo se era realmente esse. Não adiantou, voltamos, peguei no colo aquela coisinha pretinha com a barriguinha branquinha e um pinguinho de tinta branca escorrida no pescoço. Levamos para casa.

Quando ele cresceu era uma figurinha, "atacava" (cheirando incovenientemente) as moças que estavam "naqueles dias", sentava com as patinhas cruzadas (bem meigo), caçava ratos e passarinhos e na hora do almoço batia o focinho na coxa das pessoas sentadas à mesa pedindo comida. Aos poucos fomos descobrindo outras habilidades como compania em dias tristes (sim, quantas vezes na minha adolescência chorosa ele não se sentou ao meu lado e tentou lamber minhas lágrimas), limpar o chão da comida que caia, latir pro vento que passava na rua, correr em circulos disparados no quintal. Sua carinha triste com as orelhas caídas faziam todos que nos visitavam pelo menos passarem a mão na cabeça dele. Não gostava que o pegassem no colo (até hoje digo que é culpa do meu pai e do meu irmão que ficavam jogando ele quando ele era pequeno), só eu e minha mãe que conseguíamos realmente apertá-lo e esmagá-lo. Adorava cantar ao som da gaita do meu irmão (tudo bem que era um dos momentos mais irritantes da sua presença em casa, aquela gaita aguda irritante e seu uivado (?) super alto e também extremamente agudo). Ficava bravo, latindo e rosnando quando meu pai passava a unha na porta. Ficava desesperado com bombas e fogos de artifício (uma vez atravessou a cidade, tá, nem tanto, 5 km só, numa noite de ano novo, fugindo de onde tínhamos deixado ele pra ele não se sentir sozinho. Coitada da minha tia, deve ter ficado desesperada com o sumisso dele!) e era muito esperto para andar na rua, sem olhar para os lados, só pelo som sabia se podia ou não atravessar a rua. Era extremamente obediente quando queria e quando já tinha terminado sua voltinha pela quadra.

Depois ele foi ficando velhinho, passava o dia dormindo. Foi perdendo a visão e nos proporcionando cenas engraçadíssimas (como ele atacando a sombra no armário achando que era comida), tombos, olhares perdidos, indecisões. Esqueceu que não podia subir nos quartos em casa e várias vezes aparecia por lá nos visitar. Até que ele começou a cair e escorregar na escada e passar medos ao atravessar a rua. Parou de subir, parou de dar suas voltinhas. Quando ele começou a perder a força nas patinhas trazeiras devido à um "pinçamento" na coluna fomos nos preparando. Já tomava remedinhos faz mais de 1 ano. Toda vez que algum de nós viajava pensava que ia voltar não iria encontrá-lo. Cada vez mais cego, mais surdo, mais sem olfato e eu juro que ele tinha alguma doença que fazia ele esquecer das coisas! Ele andava todo decidido em uma direção, parava, olhava pros lados pensando depois caminhava pra outro lado devagar, olhando pro além. Com certeza ele esquecia onde estava indo, o que estava indo fazer.

Embora ele não fosse mais parte tão presente da familia já que praticametne só dormia e não nos reconhecia direito, ainda era muito amado. Meu pai e meu irmão continuavam provocando ele todos os dias, fazendo ele ficar nervoso, latir, rosnar, atacar. Eu continuava chegando em casa tarde e antes de subir, por mais cansada que estivesse ia ver se ele tava bem e fazia um pouco de carinho. Nos últimos meses ele nem abria o olho quando eu acendia a luz e colocava a mão na cabeçinha dele. Minha mãe continuava brincando com ele, cuidando dele, fazendo carinho.

Nunca me deu tristezas. Foram 15 anos felizes. Não consigo imaginar uma vida sem um cachorrinho. Mesmo que por um tempo você não dê tanta atenção assim para ele. Muitos sorrisos foram liberados do meu rosto olhando pra ele.

Sábado, 06/09, ele caiu com a pata trazeira dentro destes vãos de bueiro de rua. Não enchergou e não sentiu o cheiro do bueiro. Isso prejudicou ainda mais a coluna dele. Passei a noite indo olhar o estado dele de hora em hora. De hora em hora ele piorava. No dia seguinte levei no veterinário 24hrs onde veio a primeira decisão. Ninguém lá de casa queria gastar com o cachorro. Eu decidi que dinheiro não é nada, ele não podia morrer sofrendo desse jeito e internei. No dia seguinte fomos buscá-lo, segunda-feira, feriado em Curitiba. Ele não conseguia ficar em pé direito, chorava muito de dor, nos olhava com um olhar dolorido, de sofrimento, coisa que nunca vi no olho dele. Surgiu também um calombo gigante na barriga dele, de um dos lados. Levamos na Priscila, a veterinária sanguinária (coitada, fazendo o trabalho dela, prezando a qualidade de vida dos bichinhos). Todos lá de casa sabiam que assim que ele começasse a sofrer de mais deveria sofrer eutanásia. Minha mãe disse ok mas ficou em casa. Meu pai estava sem acesso ao celular. Meu irmão e minha cunhada foram junto comigo, mas na hora senti que a pressão estava em mim, que eu deveria dar o ok. Demorei bastante, pesando tudo. A veterinária falou que se fosse dela ela sacrificaria pois não tinha mais qualidade de vida, se arrastaria e sofreria muito. Foi o que me fez tomar a decisão. Chorei muito, muito mesmo. Uma partezinha de mim, da minha vida, da minha história, um companheiro que se vai para sempre. Queria ter ido embora, mas tinha que levar meu irmão depois e os dois quiseram assistir. O pior foi carregar o corpinho no saco preto no porta malas. E ver a cara de feliz do meu primo com a pá na mão para cavar a cova.

Agora ele está no cemitério dos cachorros da familia, junto com outras duas cadelinhas.

Tenho certeza que o Pingo Escorrido S. M. está no céu dos cachorros, correndo pelos campos, comendo ossinhos gostosos, fazendo amiguinhos.

E no meu coração um buraquinho, um vaziozinho.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Lê, o retorno.

A volta. A rotina. A tristeza.

Verdadeiramente: "Where is my mind???"

Cada atitude que eu tenho que fazia parte da rotina "before vacation" é um pedaço da minha mente voltando e uma pontada no meu coração. É um prédio de Praga sendo esquecido e um louco de Amsterdam saindo correndo. É uma praia grega perdendo seu azul, o coração de Berlim se fechando novamente. É o acordar de um sonho.

E acordar deste sonho é muito pior do que acordar numa segunda-feira normal. Um sonho intenso e uma marca profunda, dói para ser removida.

Junto, novas notícias já mudando tudo, prometendo vida nova. Mas estou mesmo preparada? Calma, para tudo!! Para o mundo, deixa eu descer! Deixa eu acordar direito antes de me trazer tantas realidades e mudanças.

Mas não, o mundo não para para você pensar, entender, sentir, acordar. Ele continua, sempre, te empurrando, te puxando, não te fazendo perder a vida.

Embora tudo tenha sido extraordinário, incrível, bizarro, ruim e bom ao mesmo tempo, não é só um sonho, marcou e nunca será esquecido. Sentimentos afloram, consciências acordam. Viajar é isso, viajar é se conhecer, é conhecer o mundo, é conhecer outras pessoas, outras culturas. É alimento, para que o resto do ano passe bem. O grande problema são as primeiras semanas. Até que o corpo e a mente se adaptem, façam a digestão e realmente transformem isso tudo em alimento.

Enquanto isso fica parecendo aqueles almoços de domingo em que você come como se fosse sua última refeição e passa o resto da tarde deitado, esperando o monstro parar de brigar com o seu estômago, sem energia e ânimo para se arrastar. Mas passa, de noite ou no dia seguinte você já está com fome de novo. E a energia fica para te fazer levantar e procurar mais comida.

Por mais batido que seja, sim, a alma e a mente precisam de alimento, e muito alimento, para que não morram e atrofiem. A minha é insaciável!! =)

Mas eu volto. Um dia a mente volta. Até uma nova oportunidade (em duas semanas nesse caso haha) de se alimentar novamente.

With your feet on the air and your head on the ground,

Try this trick and spin it, yeah

Your head will collapse but there's nothing in it,

And you'll ask yourself:

"Where is my mind?"

Way out in the water,

See it swimming?

Where Is My Mind? By Pixies